Todos falam sobre a Análise SWOT (ou FOFA, tradução brasileira) ser uma importante ferramenta para as empresas, trazendo bastantes resultados desde que foi inventada na década de 60 pelo empresário norte americano Albert Humphrey.

Se recorremos a esse sistema para definir o diagnóstico da situação e planejar a melhor estratégia para alcançar bons resultados para os negócios, por que não utilizamos essa “receita” para alcançarmos os nossos objetivos pessoais? Podemos aplicar a análise SWOT em diversos contextos, pois o âmbito pessoal enquadra muitas vertentes: perfil profissional, emocional ou social, aspectos familiares, românticos, intelectuais, etc.

Quais as vantagens?

Muitas vezes nós sabemos quais são os nossos pontos fortes e pontos fracos, mas não paramos para pensar sobre eles e vê-los em perspectiva com os eventos externos. Fazer esta análise significa refletir out of the box, tendo em vista os fatores que representam as oportunidades para melhorarmos e as ameaças que precisamos contornar. Desta maneira, é possível construir uma estratégia para maximizar as forças existentes e minimizar as fraquezas inerentes.

Quer tentar?

Se tiver um campo em particular da sua vida que queira focar, limite-se a ele. A análise não precisa ser estritamente profissional, pode ser aplicada a questões individuais, a comportamentos cotidianos e a relações interpessoais, fazendo com que pensemos nos stakeholders da nossa vida.

Se se sentir confortável, peça ajuda para uma pessoa com quem tenha intimidade para fazer um diagnóstico completo. Comece por escrever no papel (okay, pode ser no celular/computador/tablet):

Qual é o contexto interno:

– Pontos Fortes (Strengths): o que eu faço de melhor nesse campo? Quais os meus diferenciais? No que costumam me elogiar? Do que já me orgulhei?

– Pontes Fracos (Weakneses): o que eu evito fazer/procrastino? No que já recebi críticas? No que já me senti frustrado?

Qual é o contexto externo:

– Oportunidades (Opportunities): existe um fator facilitador? Por exemplo: Um nicho de público a pesquisar para o trabalho, um evento a participar, uma ocasião para conversar com certa pessoa, uma formação na área em que é preciso desenvolver, etc.

– Ameaças (Threats): que tipos de obstáculos existem neste campo? Quais são os fatores dificultadores? Por exemplo: há muita concorrência no mercado? Neste caso, pense se os pontos fortes dos concorrentes podem ser ameaças, ou se os pontos fracos podem ser oportunidades.

E agora?

Depois de todos os pontos escritos, vem uma fase decisiva, que é comprometer-se com o plano de ação. Ou seja, analisar é importante, mas é preciso ir além: tirar conclusões e esboçar um plano para focar no que vale a pena. Principalmente para se defender das previsões negativas e aproveitar as ocasiões oportunas.

Uma das técnicas para esquematizar um plano de ação é perguntar: O que posso fazer? Por que fazer? Onde fazer? Quando fazer? Por quem? Como? Quanto custará? Esta técnica também é conhecida por 5W2H: What? Why? Where? When? Who? How? How much?

Quer um exemplo?

Vamos a uma Análise SWOT simplificada do João, que está em busca do seu primeiro emprego:

swot

Vendo estas características resumidas em perspectiva, é possível que o João antecipe-se a eventos que o desfavorecem e consiga destacar os seus diferenciais.

Assim, temos como possibilidades de Plano de Ação: planear uma entrevista focada no seu CV acadêmico e na facilidade com línguas, pesquisar previamente sobre a empresa para poder surpreendê-los com outras necessidades que existam, analisar os CVs dos concorrentes para saber no que investir, encontrar outras alternativas ao curso presencial como cursos a distância e tutorial online, entre outras possibilidades. Outra possibilidade interessante é pedir para alguém próximo escrever uma análise SWOT sobre você e depois fazer a comparação sobre a forma como nós nos vemos e a forma como a outra pessoa nos observa. A visão externa pode ser reveladora!

E agora, que tal fazer a sua análise SWOT pessoal?

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Renata de Freitas

É publicitária de Floripa, mas vive há mais de 10 anos em Portugal, onde trabalha com Marketing Empresarial, fez PhD em Comunicação Estratégica e participa de grupos de investigação da área. É apaixonada por Branding, por assuntos criativos e por lugares inspiradores.