A origem das empresas é bem diversificada. Existem aquelas que nasceram a partir de uma oportunidade de mercado, as que foram criadas a partir de uma ideia diferente ou inventiva, outras que eram o sonho do criador e, ainda, as que tiveram seu início por questões de sobrevivência dos donos e suas famílias.

 E, por mais que tenham dado certo e já estejam consolidadas, só sobreviverão aquelas que tiverem alma, por um motivo bem simples: quem compra o seu produto também tem alma, em qualquer relação de consumo, e a concorrência “comoditizada” está cada vez maior, espalhando frieza em um mercado que pede socorro.

Ao longo dos últimos anos, a emoção contagiante no nascimento de uma empresa foi sendo esquecida graças à facilidade em se ter um negócio, às boas linhas de crédito e oportunidades.

No Brasil, a cada ano, surgem cerca de 2 milhões de novos negócios, nos diferentes setores da economia, segundo dados do Empresômetro. Imagine em outros países com ainda mais oportunidades, como China, Índia e Chile?

É claro que toda empresa existe para lucrar e gerar renda. Mas, nenhuma empresa terá futuro se não passar a pensar com a emoção também. Em nossas empresas, no mundo de hoje, precisamos pensar com o coração, porque é o emocional que, de dentro para fora, conta ao mundo o real motivo da nossa existência, facilitando a relação com o cliente. Toda empresa – assim como nós – precisa ter seu lado emocional ativo, pois ele é o responsável por entregar ao seu público a sua essência e o seu propósito, que têm sido cada vez mais decisivos.

Preço, qualidade, bom atendimento e inovação não são mais diferenciais para uma empresa, por conta das grandes oportunidades que surgem todos os dias e do acesso a altos níveis de informação, tecnologia e conhecimento, que fazem com que as empresas acabem tendo diversas semelhanças que não são decisivas no ato de consumo.

 O que faz a diferença, hoje, é a alma do negócio, sua imagem e a percepção que causa no público. É o tal do emocional. Quando trabalhamos com o intangível, não há limite para criar sensações e percepções nas mentes dos públicos de interesse.

 Quem só pensa em lucrar e ganhar não tem mais espaço em um mercado facilmente explorável. Empresas que só visam o lucro e que só pensam racionalmente estão perdendo espaço. Não adianta pensar em renovar-se apenas no mix de produtos e serviços ou na forma de pagamento. É preciso redescobrir sua alma, trazendo de volta a essência de sua existência, de forma que se você não existisse, o mundo perderia algo valioso.

Reinventar-se e buscar um modelo de gestão que olha para sua alma é uma atitude para todos, de todos os segmentos e portes. Não há mercado de achismos hoje em dia. Não existem oceanos azuis tão grandes mais. Buscar, construir e evidenciar os valores da sua alma é que fará as empresas merecerem viver e sobreviver.

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Isaac Zetune

Isaac Ramiris Zetune é jornalista, pós-graduado em marketing político e especializado em branded content. É sócio-diretor da Agência Insane e fundador da plataforma EMPREENDA.SE. (isaac@sejainsane.com.br)