Recentemente, a gerente de recrutamento e seleção da Dell Brasil, Miriam Kimura, defendeu o Home Office como uma questão de sustentabilidade e de bem-estar, garantindo que o trabalho remoto será cada vez mais parte do futuro nas empresas.

O fato de uma grande empresa como a Dell dar esta possibilidade aos seus colaboradores suscita alguma curiosidade para um campo que até bem pouco tempo parecia ser terreno dos Freelancers e dos Profissionais Liberais.

O Home Office – ou teletrabalho – tem ganhado adeptos que buscam pela tal qualidade de vida. Se você mora em uma cidade grande, já deve ter se questionado quanto tempo produtivo perde no trânsito. Se trabalha com criatividade, já deve ter bolado ideias geniais antes de dormir, enquanto lá no escritório andava como barata tonta para conseguir um plano convincente.

Mas será que o Home Office é para todos? Será que o conceito de qualidade de vida não depende do perfil de cada um?

A sacada é conhecer o seu próprio estilo de trabalho. Se você tem dificuldade em organizar o seu tempo pessoal, poderá ter alguma dificuldade com a disciplina que o Home Office exige.

Confira outros exemplos:

Home Office é para você se:

– O seu trabalho permite que as tarefas sejam desenvolvidas de forma individual ou remotamente;

– Você consegue contornar a tentação da procrastinação;

– Você tem jogo de cintura para fazer compensações com os horários: teve um período de almoço estendido, desligou o despertador sem dó, mas vai compensar até mais tarde;

– Você tem um espaço livre em casa onde é possível montar o básico de um escritório: mesa, cadeira, computador, boa internet, iluminação e brisa fresca de ideias entrando pela janela;

– Você tem um bom relacionamento com a empresa para negociar o controle de jornadas, eventuais horas extras e a necessidade (ou não) de alteração no contrato de trabalho.

Home Office não é para você se:

– Você não se concentra com facilidade sabendo que ao lado tem geladeira, sofá, TV, cama, rede, Netflix…

 – Você sente a sensação de isolamento facilmente e não confia no desenvolvimento do trabalho (seu e dos colegas) se não estiver presente fisicamente;

– A sua inspiração vem de sair de casa, sentir o sol entrar na pele, sentir o mundo acordando, dar bom dia às pessoas que também vão para empresa;

– A sua atividade profissional exige tarefas que precisam ser realizadas em conjunto (sem a possibilidade do virtual) ou você depende de máquinas/equipamentos que não são seus ou fáceis de locomover.

Se você está em dúvida em disponibilizar a opção de Home Office aos colaboradores da sua empresa, poderá tentar uma estrutura flexível em que alguns dias são trabalhados no escritório, como por exemplo, para reuniões e brainstorming, e outros momentos são trabalhados em casa. Pode ser uma solução para quem precisa expandir a equipe, mas não tem um espaço muito amplo. Também já há muitos aplicativos e plataformas de comunicação disponíveis no mercado para atender à estrutura remota.

Se você resolver que o Home Office é mesmo a sua onda, não se esqueça de que o contato constante (mesmo que virtual, telefônico ou com eventuais reuniões presenciais) com os colegas, com o chefe ou com os clientes dará mais credibilidade ao desenvolvimento das tarefas e proporcionará uma sensação de confiança para todos os intervenientes.

Por último, para seguir em frente com a ideia, uma dica essencial é planejar antecipadamente qual será o horário e o fluxo de trabalho por dia, de preferência de modo que seja possível medir resultados e compará-los ao ambiente físico da empresa. Desta maneira você saberá se foi a melhor opção.

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Renata de Freitas

É publicitária de Floripa, mas vive há quase 10 anos em Portugal, onde trabalha com Marketing Empresarial, fez PhD em Comunicação Estratégica e participa de grupos de investigação da área. É apaixonada por Branding, por assuntos criativos e por lugares inspiradores.