Uma coisa que eu gosto de fazer é ler um bom livro, não importa se já o li outras vezes antes, desde que a leitura seja agradável. Outro dia reli um clássico de Júlio Verne, A Volta ao Mundo em 80 Dias. Phileas Frogg, o personagem principal, nos dá uma aula de Gestão de Projetos.

Frogg é um excêntrico cavalheiro, membro do Reforma Club, que certo dia é desafiado em uma aposta para dar a volta ao Mundo em 80 dias, algo que ele acredita ser possível.

Frogg planeja sua viagem traçando um itinerário de cidades e quando irá passar por elas, desta maneira ele sabe sempre se está no tempo certo, se está adiantado ou atrasado, como um indicador de meio de processo.

Phileas também já tem ideias dos riscos que podem colocar a perder seu projeto, por isso se prepara para vencer esses obstáculos, e são muitos. O fleumático cavalheiro inglês tem como arma para driblar estas dificuldades um orçamento destinado a jornada.

Phileas Frogg mantém durante toda a jornada seu foco e engajamento ao objetivo traçado. Não importa o problema, ele não se deixa esmorecer, sempre tem uma solução para eventualidades. No fim, o personagem retorna ao Reforma Club e recebe os frutos da aposta.

Como eu disse, Phileas Frogg dá uma aula de Gestão de Projetos. Traça um planejamento sólido, mapea e se prepara para encarar os riscos da viagem. Possui um indicador de performance, que são as datas de chegada em cada cidade até o destino final, e um indicador de avançamento, que são os vistos que ele pega ao passar por cada cidade.

O cara nunca perde o foco ou desanima, não importa o problema a ser enfrentado.

Por fim, faz o follow up para os amigos que foram contrário à viagem ser cumprida no prazo, recebendo o dinheiro da aposta e demonstrando resultados.

Enfim, ler Júlio Verne é diversão garantida, mas você pode aprender um pouquinho com ele no processo. Então, que tal uma leitura?

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Marcelo Oliveira

Jornalista e entusiasta da Gestão do Conhecimento e Inovação, com uma passagem de 17 anos pela EMBRAER, onde atuei na edição de Publicações Técnicas e como focal point de inovação. Estruturei e estive a frente de um programa voltado a conectar pessoas, ajustar processos, melhorar a comunicação e aplicar uma gestão colaborativa e inovadora de equipes, ajudando a desenvolver o potencial humano, através do engajamento e da capacitação. Em paralelo, como freelancer, produzi textos para a revista Villaggio Panamby e para o site infoescola.com. Fundei a Inovadoramente Consultoria para oferecer serviços em gestão de equipes e comunicação. Também sou conteudista no Ideia de Marketing e na Sociedade Brasileira de Gestão do Conhecimento, além de professor de Pós-Graduação na ESPM, dentro do Centro de Inovação e Criatividade.