É dito que “a arte traduz tudo” quando pensamos em produto final, pois nós consumimos com o olhar e a visão é o primeiro sentido que nos dá contato com o mercado.
Mas, o que seria “Arte”? Não se trata somente de design ou criação. Neste texto, trago alguns conceitos e devaneios sobre este tema, e assim, a compreensão do cuidado à cultura artística mercadológica – e ao marketing cultural.

A arte traz a percepção da reformulação. O reinvento do concreto e lúdico. Pense em sua marca como algo fluido, no qual podem ocorrer mudanças.

Sua marca precisa ser maleável. E nesta flexibilidade, influenciar.

Na competitividade empresarial, muitos optam por fusões. Elas são importantes e quase inerentes. Mas criar é transcender. A novidade é fresca e necessita estar sozinha, sem misturas. E quando esta encontra outra arte, elas não se completam. Não há indícios de que precisam se completar. Se formar juntas. Elas já têm suas formas e cores. Já possuem atributos. Essa história de completar é querer roubar a genuinidade do outro. Da outra arte.

É preciso atenção à inclusão cultural através da gestão mercadológica. Àqueles que tornam sua arte comercial, cabe a preocupação organizacional e humana. Os recursos captados, o público alvo, as identificações geradas e publicidade adotada.

A habilidade de transformar o técnico em linguagem e suas multi combinações é curiosa. Tal conduta traz objetivos de significação e manifestação. Mas há certo equívoco em definir arte, já que este caminho implica o tempo e espaço que foi criada. O movimento e construção escolhida. Numa visão reducionista e introdutória, existem alguns aspectos e ligações expostas para pensarmos: a manifestação de especialidades, o que é artificial e o desencadeamento de algum tipo de resposta no (e para) o ser humano; o desenvolvimento e transmissão do senso de prazer, beleza ou ineditismo, a apresentação de algum tipo de ordem, padrão ou harmonia; a expressão da realidade interior do criado e comunicação de algo sob a forma de uma linguagem especial. Em tudo, vê-se noções de valor e importância, exprimindo a excitação da imaginação, a fantasia, indução ou comunicação de uma experiência-pico. “Porque é na arte que o Homem se ultrapassa”, segundo a escritora, filósofa e feminista francesa, Simone de Beauvoir.

Para Correa (2004, p.32) “as experiências culturais são viagens no tempo e no espaço, são mergulhos no fundo da alma que recuperam memórias e sensações, evocam as próprias vivências e abrem espaço para novos aprendizados. Viver as potencialidades da cultura equivale a protagonizar uma época, uma história, um país ou um novo mundo. É celebrar, individual ou coletivamente, a experiência humana sobre a Terra”.

Nem sempre as coisas que possuem reconhecidamente um sentido serão caracterizadas como elementos artísticos. Há o contexto histórico que traz esclarecimentos e influência para estas definições. Ou ainda a historiografia, sociologia e psicologia da arte. Tempos, formas, gêneros, níveis, técnicas.

A arte é líquida e cabe nela um universo de possibilidades que fluem nas mais altas ondas. As conversas que ela faz com os encontros nas encostas são reescritos a cada tempestade. Ela trabalha com constantes, mas não quer dizer que tudo será linear. Há suposições, sobreposições e imposições. Fundamentos.

O curso que implica no rumo que exagera o simples. É essa brincadeira da troca e do saber. A arte no mercado é relevante por permitir a exploração de todas as faculdades. A vida já é curta e frágil demais. Então a arte expande – mesmo que por milímetros de segundos -, a sensação, o olhar, o contemplar e as dores. A orientação continua: se já faz algum tempo que você não sente, o ato de fechar os olhos por um tempo pode reacender esta chama. Ficamos tão preocupados em ver, assistir, mostrar, que não ouvimos, cheiramos, percebemos. Imaginamos.

Talvez falta com empreendedores, nos imaginar como ventres aquecidos prontos para exprimir e gerar. Esse apanhado de definições gerais e críticas sobre a arte são importantes, mas cabe também dissecar esta temática dentro do seu nicho. Ainda há mundos novos para explorarmos. E mundos dentro dos mundos para conhecermos. Ramificações. Pensamentos. Estudos. Fica a minha sugestão de introduzir Arte em seu ambiente de trabalho, modelo de negócio, propostas futuras… há uma gama de identificações culturais e artísticas que você pode explorar para seu crescimento pessoal e profissional.

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Essa coisa de definir coisas... Escritor, professor, colunista e curioso. Produzindo o terceiro e-book. Licenciando em Filosofia, com foco nas artes e comportamento. Não vive sem séries - e dramas. Melancólico e péssimo de cozinha. O 2º livro #AConstrucaoDoOlhar PDF free aqui ó: bit.ly/aconstrucao | Vídeos sobre os livros em youtube.com/user/arthiebarbosa