Esse ano o 50º Superbowl será em San Francisco, voltando depois de mais de 30 anos longe do berço da tecnologia (a última vez foi em 1985). Apesar de grande parte da população estar aguardando os comerciais, a escolha da capital da tecnologia aproxima uma outra gama gigantesca de empresas: as de tecnologia.

Já faz alguns anos que tecnologia e esportes estão em um “relacionamento” bem intenso. Times das mais variadas ligas como NBA, NFL e Calccio, tem buscado soluções e maneiras de engajar com seus fãs (e também buscar novos fãs). E esse envolvimento pode acontecer desde a preparação da arena, até maneiras de usuários do mundo inteiro assistir o conteúdo. A franquia Sacramento Kings (sim, é esporte, tem emoção, mas são empresas que precisam gerar lucro) está preparando uma arena nova com foco em conectividade. A estrutura deve ter cerca de 1.000 pontos de acesso a wi-fi, aguentando cerca de 500.000 snaps enviados POR SEGUNDO! Sem contar no app para facilitar a compra de ingressos, itens no estádio e promoções baseadas no acesso dos usuários. O Golden States Warriors tem em seu time de executivos ex diretores do Facebook, Youtube e Zappos, mostrando o quanto a tecnologia passou a ser importante e pode mudar a forma de transmitir/consumir esportes. E não são só os times. Steph Curry, um dos melhores jogadores atualmente na NBA, investiu recentemente na startup Coach Up, voltada para conectar atletas e treinadores. André Agassi (ex-tenista) também investiu em uma (Square Panda). O time da Roma, é outro que vem utilizado tecnologia e mídias sociais e mídias alternativas para engajar fãs. Começou pela estrutura, contratando um Head of Digital para mudar a cara do time de 88 anos até ter uma rede social exclusiva dos torcedores, onde até partidas de videogame com os craques do time podem rolar. A NFL é outra que tem centenas de cases interessantes. Depois de um teste bem sucedido em uma parceria com a Yahoo! para transmitir um jogo exclusivo por streaming (que teve uma média de 15 milhões de telespectadores) começou o “leilão” para alguma empresa ter direito de transmitir o “Thursday night”  online. Inclusive, Apple, Google, Yahoo, Amazon já deram seus lances.

Novos tempos, novos esportes, novas maneiras de conectar

Realidade virtual, faculdades patrocinando jogadores de esportes online (conhecidos como e-sports), campeonatos de drones e canais exclusivos de jogos online. Parece um bom pretexto para algum filme geek mas nada mais é que realidade já.

LeBron James lançou um projeto junto ao Facebook e seu óculos de realidade virtual (Oculus Rift) sobre seus treinos na NBA. Desde 2014, a Universidade de Chicago tem bolsas para “atletas virtuais” e seguindo a onda, a Universidade de Pikeville, em Kentucky agora também tem.
E anote no seu calendário, a Drone Racing League tem tudo para começar em 2016.

 Mata-mata dos gigantes da tecnologia

Assim como já impactou as redes sociais, os anúncios, fotos, vídeos e até como você lê seus artigos com o Instant Article, o Facebook parece dar o primeiro passo para “jogar o jogo” (tinha que fazer esse trocadilho em algum momento). Ao anunciar o Facebook Sports Stadium, uma espécie de feed sobre determinada partida, com estatísticas da parte, comentários dos amigos e posts de referências no assunto (e com certeza daqui a pouco uma publicidade também) semanas antes do Superbowl, deixa claro que é o primeiro teste de fogo para algo bem maior. Será que daqui a pouco nem para assistir seus jogos prediletos você vai precisar sair da rede do Zuck?

 O Google fez um acordo para transmitir a Copa da Rei na sua plataforma e você pode comprar um jogo ou o campeonato todo pra ver Neymar, Messi e companhia jogando.

Como já falei nos primeiros parágrafos, Apple, Yahoo e Amazon também vem se interessando por esse espaço, querendo ter a exclusividade do Thursday Night da NFL. E Bezos já enxergou potencial em e-sports há algum tempo, quando adquiriu no final de 2014 a Twitch, plataforma de transmissão de games por quase US$1 Bilhão.

E ai, quem ganha esse campeonato? Façam suas apostas, pois… temos um jogo!

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Arthur Castro

Respira Mobile e inovação. Sempre conectado com algum iGadget, é exemplo vivo dessa geração "alguma letra". Além de escrever aqui e em outros blogs, é palestrante e passa os dias criando apps.