(Este texto é de caráter ilustrativo. Uma referência de planejamento e relacionamento. Não se trata somente sobre a temática de startups.)

Destaque do ano Fintech 2015, O NUbank traz a nova era de operações financeiras. É atraente, prático, fonte de influência e inovação. Tudo a partir de um aplicativo. Se ainda não conhece, sugiro fazer uma breve pesquisa.

Pois é, o Brasil possui o mérito em ter uma das maiores taxas de juros do mundo. O NUbank, trouxe aos seus usuários a oportunidade de terem acesso a um cartão de crédito sem anuidade e com taxas de juros muito mais baixas do que a média do mercado. A empresa recebeu uma nova rodada de investimentos de três venture capitalists: Founders Fund, Sequoia Capital e Kaszek Ventures. De acordo com  o Jornal The New York Times, a rodada faz com que a companhia brasileira tenha um valor de mercado de US$ 500 milhões. (fonte: Dinheirama)

Toda a cultura mobile que o NUbank tem criado se resume em uma palavra: experiência. Tornar o que é cotidiano em algo memorável.

Seu fundador, David Vélez diz que mesmo em um mercado muito consolidado, ainda falta alternativas. E por isto, a urgência para conciliar inovação com consumo. Aliar a tecnologia e finanças pode trazer novos produtos ao mercado.

 “Porque para uma startup, focar é fundamental.”

A sofisticação está na experiência que o consumidor vivencia em um relacionamento.

Quando for estruturar suas ideias em seu modelo de negócio, pense (ou reavalie) alguns conceitos – e aqui serão colocações de acordo com a referência desta startup em específico:

1 – Clientes “Millenium”: com a faixa etária abaixo dos 29 anos, este nicho tem uma relação mais adaptada e exigente com o mundo mobile e digital. Pode ser um bom início de segmentação. Quando se pensa em proposta de valor, este público expõe suas necessidades de forma clara e objetiva. Os exemplos então espalhados em toda rede social.

2 – A importância de acreditar nas pessoas: acredite em sua equipe. Aumentar o serviço financeiro para os que ainda não têm acesso tem se tornado o foco e direcionado os empreendedores a pensarem com cuidado. Considere em seu projeto acréscimos operacionais para que isto seja possível. O que digo é que há uma necessidade de valorizar algumas áreas, como o atendimento e relacionamento com o cliente. Todo esse processo organizacional é base. Portanto, MOTIVE SUA EQUIPE. Ofereça treinamentos diferenciados, uma proposta salarial maior, horários flexíveis, mudança na ambientação de trabalho…. Existem muitas opções. Veja quais se encaixam por aí.

3 – SAC personalizado: ainda um tabu entre empresas, trazendo questionamentos de credibilidade e segurança ao usuário. Mas, a proposta tem se consolidado, proporcionando essa aproximação que grande parte dos consumidores sente falta. A atenção, o apreço e até carinho por suas dúvidas, elogios e reclamações. O WhatsApp e Twitter como ferramentas aliadas te proporcionam esta experiência.

4 – A linguagem informal faz TODA diferença: o tato que seu funcionário expressa com seu cliente, pode traduzir em mais vendas. Porque um cliente satisfeito e feliz contagia o amigo, que conta para outro amigo, que daí esse amigo pesquisa no Google, e então se torna cliente também. Pense em criar seu próprio vocabulário e construir uma história juntos.

A hashtag #sounu já ultrapassou mais de 2600 imagens no Instagram. Esta relação de incentivo nas mídias, aproxima. Vale a atenção no uso das hashtags para o seu negócio. Fica a dica de leitura deste artigo. O uso de memes e imagens virais, se bem utilizados, trazem um tom leve e descontraído.

5 – Facilidade: ainda existem receios da transição do físico para o digital, dependendo da plataforma adotada. Mas é preciso compreender na acessibilidade e comodidade do cliente. Por que não criar um aplicativo como intermediário das ações de relacionamento? Disponibilizar o contrato e abrir espaço para as “News” da empresa são exemplos válidos. Cadastramento simples e sem burocracias. E neste caso, você consulta o saldo, gerencia o limite de crédito (Sim! Você escolhe seu limite), gera o boleto e acompanha a fatura pela ponta dos dedos

6 – Não tenha pressa em crescer! Pode parecer a contramão dizer isto, mas esta postura de não focar em crescimento – ainda -, transmite fidelidade. Sim. A imagem de sua marca torna-se mais paciente e cautelosa. Saiba estabelecer as principais parcerias.

“Primeiro de tudo, nós conhecemos o fundador, que foi nosso funcionário por dois anos e é uma pessoa muito capaz. Vélez articulou uma visão muito clara da oportunidade existente no Brasil, apesar de uma indústria financeira concentrada que oferece uma experiência frustrante para aquisição de um cartão de crédito. Nós não vamos investir em negócios pequenos e que quando olhamos no mercado já têm cinco ou seis competidores muito parecidos. Queremos algo diferenciado. Somos parceiros de longo prazo e queremos grandes mercados. ” Douglas Leone, eleito pela “Forbes” como um dos “midas” do mercado de venture capital. Principal acionista da Sequoia (Fonte: O Estadão)

Tecnologia e design unidos a ousadia. Tudo isso expressado pela experiência. É preciso hoje trabalhar com fusões.

Valores não são declarações, mas práticas. Estas práticas determinam o comportamento. As mudanças de contexto requerem mudança de cultura para manterem os valores (a chamada “modernidade líquida”). Mas por que falo isso? Inovação.

Inovar é descomplicar. Transformar o que é simples. Redesenhar o simples. Redefinir o simples. Quando percebemos a cultura que estamos inseridos, somos capazes de romper e sair do estereótipo de empresa e relacionamento. Redefinir padrões.

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Essa coisa de definir coisas... Escritor, professor, colunista e curioso. Produzindo o terceiro e-book. Licenciando em Filosofia, com foco nas artes e comportamento. Não vive sem séries - e dramas. Melancólico e péssimo de cozinha. O 2º livro #AConstrucaoDoOlhar PDF free aqui ó: bit.ly/aconstrucao | Vídeos sobre os livros em youtube.com/user/arthiebarbosa