Ok, sei que você já deve ter visto várias listas de coisas para 2016. Essa tem uma pegada um pouco diferente. Além de algumas expectativas, convido você a pensar um pouco no planejamento para 2016.

2015 foi um ano e tanto para inovação e tecnologia. Apps como Uber passaram a valer bilhões e bilhões e desencadearam uma senhora revolução no transporte e nas legislações de diversos cantos do mundo, inclusive no Brasil. Claro que com as ideias mirabolantes dos nossos governantes, criar uma nova categoria com praticamente o mesmo esquema dos taxis (mas ~gourmetizados~) é muito mais fácil do que liberar o Uber. Bem, o “cartão roxinho” da Nubank está cada dia mais desejado e pode ser que seja o precursor da disruptura dos bancos aqui no Brasil.

Dos apps mais usados, Facebook, Messenger, Instagram dominam, e Twitter, Snapchat e Spotify compõem a lista.

Bem, e o que esperar em 2016?

“Mobile é o futuro” – CALA A BOCA!

Já cansei de escutar que em “dois mil e ano seguinte” as empresas vão “pensar mobile”. Ainda tem gente que diz que “mobile é o futuro”, mas na boa? Mobile é presente e quase passado. Estamos entrando na era da maturação dos apps, wearables, carros inteligentes e internet das coisas. Em pouco tempo, você vai ter no seu iPhone um “Facebook” para cada nicho. Um Facebook para música, um para compras, um para videos, outro para fotos, e também mensagens. Resta saber quem será o Facebook de cada um desses nichos. Assim como o Snapchat, que hoje é indispensável na vida de muita gente, nasceu há pouco tempo, pode ser que o Facebook de algum nicho ainda vá nascer. Algumas marcas já preparam essa mudança, como a Flipkart (uma espécie de Amazon da Índia), que montou uma senhora estratégia para desligar seu mobile site e converter seus usuários para seus apps. E sua empresa? Tem uma equipe focada em mobile? Trata isso como parte indispensável da estratégia para o próximo ano? Responda essas perguntas e tire suas conclusões.

Startups, empresas, negócios e parcerias

Em 2015 um novo cenário passou a ficar mais em evidência: grandes empresas fazendo parcerias com startups. E por que? Bom, Startups tem uma velocidade maior em errar, pivotar e se adaptar, tanto em termos de estrutura quanto de core business. Não que grandes empresas não conseguem (só lembrar da Apple que não estava no mercado de telefonia há 10 anos e hoje tem mais de 70% da sua receita através de iPhones), mas é um pouco mais complexo. Ou seja, empresas grandes fazendo parceria com startups para solucionar problemas que elas teriam mais trabalho para montar equipe/estruturar e resolver. Os pontos de atenção são as aquisições e fazer com que as startups percam seu “espirito”. Apesar de ser evidente que o mundo das startups não é um conto de fadas, sabemos que a agilidade é realmente maior. Uma boa iniciativa para ficar de olho no Brasil é o CUBO, parceria do Itaú com a Redpoints Ventures.

Experiência do Usuário e Interfaces: A era do design?

Isso por si só merecia um artigo completo (e teremos). Mas enfim, como disse acima, passamos do “boom” de apps serem novidade, para um período de um pouco mais de maturidade. Ter um app com o mesmo design para iPhone e Android já é totalmente perceptível para os usuários que estão mais ‘calejados’ de experiências ruins e com a paciência cada vez menor. E para cada coisa que você deseja fazer, existem no mínimo uns 50 apps pra ajudar.

A diferença está na experiência, de como o usuário se sente utilizando seu app. Produto e design devem – e precisam – estar cada vez mais próximos. E assim como você já deve ter escutado falar mais de UX (user experience), UI (user interface) e outras coisas relacionados a design em 2015, pode ter certeza que vai ouvir ainda mais no próximo ano.

A Uberização continua?

Você consegue contar quantas vezes escutou que uma startup nova era o “Uber de __________” (coloque no espaço o negócio que quiser). Será que em 2016 isso continua ou vai surgir uma nova empresa para ser o novo verbo para descrever seu serviço?

Falando em verbos e palavras, nos últimos anos tivemos como palavra do ano “selfie” e “emoji”. Em 2016, qual sua aposta?

E você? O que espera de 2016?

Agora em 2016 continuaremos debatendo ainda mais sobre tecnologia, inovação, aplicativos e disrupturas de mercado! Até a próxima!

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Arthur Castro

Respira Mobile e inovação. Sempre conectado com algum iGadget, é exemplo vivo dessa geração "alguma letra". Além de escrever aqui e em outros blogs, é palestrante e passa os dias criando apps.