Até onde o seu discurso digital faz alguma diferença no mundo real? Esse discurso sai da tela para às ruas?

Basta abrir o navegador e clicar em alguns links para logo encontrar algum assunto relacionado a um determinado tipo de movimento social. É algo que faz parte da evolução humana e, ao contrário do que alguns podem pensar, não se trata de “puro modismo dessa juventude atual”, e sim uma busca por direitos igualitários e básicos dentro de uma sociedade, acima de tudo o direito de se ter uma vida mais digna e justa para cada um. Porém, longe de defender qualquer que seja o movimento, causa ou conceito, este artigo visa trazer a reflexão sobre os atos que realmente são postos em prática fora das telas de computadores, notebooks, smartphones, e afins.

É muito fácil encontrar pessoas (e por que não marcas?) que se posicionam a favor/contra algum tipo de questão social e/ou política que será movimentada em nossas mídias. Pode ser em forma de comentário, uma imagem, artigo, vídeo, o que for, as mídias digitais no deram grande poder de comunicação e não é à toa que grandes mudanças são possíveis a partir disso. Está mais fácil “ser ouvido” nas redes, ou “ser visto”, “ser percebido”, sempre com aspas, considerando que nada adiantará registrar seus caracteres na rede se o discurso não for de fato absorvido por si próprio e fazer parte de uma postura ativa para com o seu meio social. É preciso, além de mantermos nossas bandeiras firmes e vozes ativas, refletir isso para as diversas interações que participamos, seja direta ou indiretamente, o mínimo possível.

Abraçar a causa na página ou perfil e fazer vista grossa, ignorar, no momento em que presenciar a questão na prática no mundo offline, é o mesmo que ficar parado, inerte, pois não existe uma diferença positiva acontecendo fora dali que realmente cause impacto e faça valer o discurso.

Vale questionar, buscar entender os lados envolvidos, refletir, procurar outras referências no assunto, ouvir, ouvir, ouvir, só não vale apoiar sem se mostrar presente (e nenhum tipo de discurso de ódio, por favor), sem mostrar para quem quer que esteja próximo que você é aquilo que defende, que está disposto a dialogar, ou que está desconstruindo para construir, ou que não entende mas respeita, ou que gostaria de participar mais para se posicionar, só não se limite ao computador. Não seja um simples post, pois só isso não muda nada.

Como disse Amy Cuddy em uma palestra no TED “Ajustes mínimos podem levar a grandes mudanças”.

Seja o mínimo dessa mudança, pois o todo é feito de partes.

 

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Marcos Holanda

Curioso. Inconstante. Inconformado. Seria interessante me conhecer um pouco mais pelos meus textos, eles representam parte de mim. Então, boa leitura!