Uma marca não é simplesmente um símbolo visual. Uma marca é muito mais que um logotipo. Marca é um organismo vivo, que se transforma ao longo de sua existência, que deve evoluir e acompanhar as mudanças da sociedade e do mercado no qual está inserida.  

Nesse contexto, as marcas devem exercer seu papel de agente transformador da sociedade, interagindo socialmente com stakeholders e promovendo ações com impacto positivo na vida das pessoas. Há muito tempo, as responsabilidades sociais deixaram de ser uma atribuição exclusiva do governo e passaram a ser compartilhadas com o terceiro setor e com a iniciativa privada.  

Exemplos recentes são os movimentos Outubro Rosa e Novembro Azul, esse dois meses dedicados à conscientização e prevenção do câncer de mama e de próstata, respectivamente. População, empresas e entidades diversas têm se mobilizado e dado força a esses movimentos que crescem a cada ano, chamando a atenção para estes problemas de saúde pública.

O papel das marcas mudou. O objetivo principal do negócio, que um dia foi vender objetos, hoje é entender o propósito da marca (já falamos sobre isso aqui) e se posicionar oferecendo algo que contribua para a qualidade de vida das pessoas. As mudanças vivenciadas pelos brasileiros nos último 10 anos confirmam que as marcas têm que assumir sua postura responsável diante de temas relevantes para toda a sociedade.  

Temos uma população mais empoderada e madura. O crescimento no nível de escolaridade e a revolução digital contribuíram muito pra isso. O consumidor deve ser abordado como cidadão, e este cidadão está cada vez mais consciente e crítico com relação aos acontecimentos sociais, políticos e econômicos, e exigindo uma postura mais engajada das empresas.  

Comprar de marcas que exploram o trabalho infantil é inadmissível. Comprar de marcas que impactam negativamente o meio ambiente não é mais aceitável. Marcas que estimulam o consumo desenfreado não são bem vistas. Comportamento de marca que visa somente o lucro e com o qual o consumidor se sinta minimamente lesado, é um tiro no pé da gestão do negócio.

O que as marcas podem fazer nesse cenário é focar nas necessidades do seu público de interesse, conhecer seus desejos e necessidades, olhar para dentro e para fora, se enxergando como agente social e pensando em como podem contribuir para melhorar o mundo ao seu redor.

 

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Karen Teodoro

Estrategista de Marca na Maracujá Azul Branding, formada em Publicidade e Propaganda, com especialização em marketing e MBA em Estratégias de Marketing e Vendas. Apaixonada pelo cenário de marcas, observadora full time de como elas se comportam, interagem, promovem experiências e se relacionam com as pessoas.

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