Na literatura sobre psicologia, gestão do tempo, inteligência emocional, entre outras – ligadas à cognição, essencialmente – não é difícil encontrar diversos conceitos sobre o foco. A parte que mais me interessa, diz respeito à atenção seletiva, e ainda, o foco em relação às tarefas, objetivos e ações para atingir determinada meta.

A intenção com este artigo não é nada além de buscar um método simples para manter o foco em determinadas ações, sejam de pequeno, médio ou até mesmo longo prazo, para que tudo corra conforme o planejado, do início ao fim. Dois textos – um bem curto, uma matéria de capa da Revista Superinteressante de setembro do ano passado e; alguns capítulos do livro Focus (2013), de Daniel Goleman, de pouco menos de trezentas páginas – serviram de inspiração para compilar esses pequenos passos para não perder o foco.

Assim como Goleman cita no seu livro, algumas notas do quarteto de cordas de Béla Bartók me ajudaram a manter o ritmo do teclado. Admito, foi uma experiência deliberadamente interessante, além de me fazer conhecer algo diferente, me ajudou a manter o foco fora daquelas notas ligeiramente desencaixadas – e dentro do assunto.

As ideias abordadas na matéria de muitas páginas, de autoria de Alexandre de Santi, além de citarem o livro do Goleman, puderam resumir de uma forma magnífica alguns bons hábitos para atingir o foco. Talvez para um portador de TDAH, como ele, seja possível utilizar de ferramentas ainda mais impactantes no dia-a-dia, aliados à tecnologia, removendo distrações, entre outras inúmeras formas de realizar tarefas importantes.

Sempre que traçamos alguns objetivos, precisamos ter um foco bem direcionado, seja para concretizar um sonho – muitas vezes pessoal; seja para entregar um projeto em tempo, conforme prazos e padrões pré-definidos – nesse caso o profissional está na primeira fila.  Agora, hábitos e tarefas em ambos os casos precisam de uma resiliente força de vontade. Dito isto, vamos aos passos que, a partir das duas abordagens, me convenceram de que é possível pensar de uma forma diferente sobre o foco:

Meta

Você precisa chegar a algum lugar, defina isto. Para manter o foco é importante saber aonde se quer chegar, não seja vazio nem reticente, seja pontual e objetivo: quero conhecer o Daniel Goleman pessoalmente.

Objetivo viável

Ser pontual e objetivo, muitas vezes nos leva à loucura. De tão definida que é a meta, por vezes o foco passa a ser inviável. Tornar o objetivo realizável torna as coisas mais fáceis, além de não ter muitos motivos para desanimar: quero conhecer o Alexande de Santi, virtualmente.

Valor/Prazo

Definir prazos e valores é o que determina, muitas vezes, o final das coisas. Como você vai concluir um objetivo sem saber quanto e quando? Una estas três primeiras tarefas e agora é possível visualizar uma pequena frase que seja a sua meta exequível. Se for um valor, defina os centavos; se for um prazo, defina também a hora. As datas e os valores, além de delimitar tempo, tornam o objetivo mais visível a cada dia; os valores atingíveis motivam novas ações; o prazo determina a velocidade e o tempo que precisa se dedicar a elas.

Ação

Agora, de nada adianta ter toda essa definição e foco na determinação da meta se não houver uma ação que torne isso real. Uma série de ações é necessária; além disso, precisa-se hierarquizar as tarefas, umas são mais importantes que outras, algumas podem ser substituídas, porém, todas precisam ser feitas. A ação é o pavio da bomba. Acender o pavio é a ação anterior, comprar o isqueiro poderia ter sido a ação prévia, e por aí vai. A meta é explodir a sua vontade de se autossabotar.

No seu livro Focus (2013), Daniel Goleman fala que o talento está na capacidade de atentar-se para o lugar certo na hora certa. Perceber as tendências e revelar realidades e, dessa forma, aproveitar as oportunidades que aparecem disso tudo. Para tanto, é imprescindível descartar quaisquer distrações que possam tirar o seu foco, sejam pequenos barulhos, no caso de objetivos a curto prazo ou urgências; sejam atividades que possam boicotar algumas ações mais ali na frente, no caso de objetivos a médio prazo, com uma poupança para a compra de um computador novo, por exemplo.

Pequenas recompensas podem fazer com que tudo corra melhor ao longo de todo o processo, isso vale mais para os objetivos médios e longos. Além evitar o boicote, pequenos objetivos são capazes de acelerar a percepção de um objetivo maior: contabilizar de R$ 100 em R$ 100, faz com que o R$ 1 mil chegue mais rápido.

Por fim e ao meu ver, uma das mais importantes dicas: evite o desperdício de energia. Muitas atividades são mais maçantes do que outras, por esse motivo, desperdiçar um tempo específico (curto, no caso) com atividades mais complicadas fazem com que se perca energia em algo que não vai ser concluído, além de desmotivar, vai fazer com que a tarefa precise ser retomada, o conhecido retrabalho em muitas atividades profissionais.

Todo esse cuidado vai fazer com que sejam observados os resultados a curto e médio prazo. Tudo isso vai ser absorvido e aprendido, tornando muitas ações pequenos atalhos para futuros objetivos, o que acarreta em metas mais fáceis de atingir posteriormente. Agora é agir, já que o texto foi curto e é possível colocar alguns de seus objetivos no papel agora mesmo, aproveite para registrar aqui nos comentários as suas metas para as próximas semanas, quem sabe meses.

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Jonatan Fortes

Consultor Empresarial
Consultor empresarial, Diretor de Marketing da Fonte de Talentos (RS). Mestrando em Desenvolvimento Regional, onde busca conhecimentos visando aplicar na geração de talentos. Acredita no poder da comunicação e atua na promoção e desenvolvimento de empresas e talentos para o crescimento coletivo.

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