Neuromarketing é um tema que vem sendo bastante dissertado nos últimos anos. Eu mesmo já discorri uma parcela a respeito aqui, e a minha parceira do Ideia, Erica Ariano, nos elucida ainda mais detalhadamente em seus artigos acerca do assunto – sempre muito bem colocados.

Agora, tendo como base o livro “Neuromarketing aplicado à redação publicitária”, de Lilian S. Gonçalves, apresento, de forma breve, duas dicas técnicas de como aplicar essa ciência aos textos de suas próximas peças.

Apresente os inimigos

Em qualquer tarefa que realizamos é possível identificar algum tipo de adversário, seja na limpeza de casa, onde a batalha é contra a sujeira e germes, ou no trabalho, onde a falta de foco e organização também podem ser rivais a serem superados. Inimigos sempre buscarão atrapalhar, incomodar e prejudicar você no que for realizar. Na publicidade não é diferente, e ela (a publicidade) funciona como uma alertadora dessa ameaça e, também, como uma orientadora e solucionadora do problema em questão. À medida que é apresentado esse inimigo (ou esses inimigos) e seus infortúnios, é necessário apresentar também o produto ou serviço que solucionará tal problema.

Esses inimigos podem ser tanto explícitos (mencionados) ou implícitos (subentendidos) na peça.

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Nas campanhas da Snickers, por exemplo, o inimigo é o mau humor, consequência da sensação/necessidade causada pela fome. Este é um modo de usar seus ‘inimigos’ a favor de seu produto ou serviço, visando sempre, é claro, o bem estar do público-alvo.

Lembre-se do Marketing Sensorial

Marketing Sensorial também faz parte das ferramentas utilizáveis na hora de produzir textos para campanhas. Quem tem o (ótimo!) costume da leitura sabe que, quando nos envolvemos em algum trecho do livro, seja ele de literatura, ficção científica, o que for, produzimos imagens em nossas mentes, criando a história do narrador carregada de seus detalhes e nuances. Tais palavras, expressões e frases não foram escolhidas ou colocadas lá por acaso (pelo menos não deveria ser assim), acredite. Elas são selecionadas para trabalhar com a imagem (visão) e atingir determinadas áreas do cérebro da leitora e do leitor, como no slogan da Snickers, citado a pouco, para que se lembrem da marca na hora da fome (que envolve o paladar). Os demais sentidos (audição, tato e olfato) também podem vir a serem provocados dependendo da sua abordagem e objetivo de marketing.

O texto publicitário aplicando o Marketing Sensorial será mais eficiente munido de palavras que trabalhe com a imagem desejada na mente da consumidora e do consumidor. Imagens também são importantes, portanto, sempre que possível, utilize as que complementam o texto, as partes (imagem+texto) devem conversar entre si.

A campanha d’O Boticário explícita bem o uso do Marketing Sensorial unindo imagem e texto. Nela, tanto olfato (fragrância), tato (maciez da pele) e visão (uma pele mais bonita) são trabalhados com um único objetivo. Estes sentidos se complementam.

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Lembrando sempre que ‘menos é mais’, escrever textos para campanhas deve focar no bom e simples entendimento, desse modo, seja objetivo e tenha uma única mensagem principal a ser transmitida, não preencha demais sua peça ou ela pode não ser muito bem assimilada pelas pessoas que formam seu público-alvo.

Nessa primeira parte notamos como usar os ‘inimigos’ que os produtos e serviços combatem e, além disso, que temos à nossa disposição o Marketing Sensorial para trabalhar com os sentidos de receptores (as). Nas próximas publicações listaremos mais outras técnicas que ajudam durante o processo de criação de peças publicitárias. Até lá!

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Marcos Holanda

Curioso. Inconstante. Inconformado. Seria interessante me conhecer um pouco mais pelos meus textos, eles representam parte de mim. Então, boa leitura!