Siri, Apple ID, Facebook M, Facebook ID, Google Now, Advertising ID. Logins únicos, assistentes virtuais.

Os assistentes virtuais estão evoluindo e ficando mais precisos a cada dia. Assim como a publicidade. Se a importância de salvar as informações do usuário para poder depois oferecer conteúdo segmentado posteriormente, seja com banners ou e-mail marketing, era o grande mantra (mesmo se esse fosse com excesso delas), a revolução tecnologia e a era de ouro do empreendedorismo vem tornando isso ainda mais preciso, principalmente por você estar com seu celular o tempo todo e/ou com algum relógio ou pulseira que também ajuda a entender um pouco melhor seu comportamento, onde você vai, o que você gosta e algumas outras coisas.

A precisão disso se deve ao fato de que se, o computador você pode compartilha com alguém em casa, dificilmente isso acontece com seu smartphone (afinal, selfies e nudes não se compartilha com todo mundo).

Eu (empresa) sei que ___________ (coloque seu nome) tem um __________ (nome do seu smartphone) e usa a ______________ (algum wearable) para marcar suas corridas/exercícios que normalmente são às _______________ (horário que costuma praticar exercicios). E se a a empresa estiver bem preparada para receber essas informações – o “bem preparada aqui é simplesmente estar ‘taggeando’ essas informações e as tratando por algum sistema – você consegue falar com o seu cliente, no horário X que tem um lanche bacana saudável pro pós-treino. É simplesmente aquela coisa de, oferecer o conteúdo certo na hora certa.

O ‘problema’ de hoje é que os cookies ainda estão ligados ao usuário como um aparelho/device e não a pessoa, fazendo com que muitas vezes o conteúdo de marketing que impacta o usuário não é realmente o que ele queria. E ai entram a precisão do mobile, a facilidade do login único/social e as assistentes pessoais.

Acelerometro, GPS ajudam a ter as informações do usuário mais precisamente; redes sociais ajudam a ‘compactar’ informações da vida: amizades, checkins, preferências; e as assistentes virtuais surgem para juntar essas informações e acelerar o processo entre o que e como você quer.

O Lado B disso tudo

Provavelmente isso é o preludio da skynet? Sabendo todas nossas informações, aprendendo e talvez até moldando algumas de nossas decisões? Bem, Elon Musk (bilionário envolvido na criação de empresas como PayPal, Tesla, SpaceX) se preocupa bastante com isso e criou um fundo para “manter a Inteligência Artificial robusta e benéfica”. E se você quer ter um pouco mais de ‘medo’ disso, recomendo assistir Ex-Machina (IMDB 7,7, 2015) que faz uma reflexão interessante sobre dados compartilhados e inteligência artificial e também o documentário  “Terms and Conditions May Apply” (IMDB 7,4, 2013) (esse tem no Netflix!).

E para finalizar, deixo aqui uma pergunta para debate: Compartilhar nossos dados seria nossa ‘moeda de troca’ dos dias de hoje para termos o conforto digital? 

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Arthur Castro

Respira Mobile e inovação. Sempre conectado com algum iGadget, é exemplo vivo dessa geração "alguma letra". Além de escrever aqui e em outros blogs, é palestrante e passa os dias criando apps.