A dita cuja deixou de dar as caras justamente naquele momento em que mais precisei dela. E não só eu, evidentemente, a empresa também sentiu pela sua ausência.

O que fazer nesses momentos em que parece que não produzimos? O que fazer nesses momentos em que aprece que não fizemos a lição de casa direito, nem sequer alguma diferença no processo? Será que é culpa nossa? Dos supervisores/orientadores? De todos? Será que culpa não é bem a palavra mais adequada e, sim, uma certa desarticulação de todas as partes envolvidas?

Ao que parece, sim. Porém, de fato é natural que não sejamos tão produtivos assim full time. Mesmo que tenhamos todas as ferramentas dispostas, às vezes o cérebro faz birra para pensar sobre aquele assunto, naquele determinado momento. Há também a falta de referência, das mais diversas, que pode atrapalhar bastante qualquer tipo de trabalho, ainda mais quando se trata de raciocínio criativo, falta um ponto de partida.

Mesmo assim, não adianta eu me queixar agora. A sensação é de que tudo ao redor sentiu um abalo por conta de um hiato no processo. Imagine só a pressão, tanto externa quanto interna, em si próprio. Fora, há outros setores, outros projetos, outras pessoas que dependem da sua parte, e o todo é feito de partes; dentro, existe a cobrança pessoal de cada um, de cada ofício, de cada anseio por ascensão profissional, e deixar de produzir parece, muitas vezes, algo extremamente assustador e quase inaceitável na sociedade.

Feche os olhos. Olhe de uma perspectiva externa, como se você fosse o outro que observa as coisas caminhando, mas sem que esteja envolvido no sistema. Aparentemente, percebe algum ruído? Agora, o que é ser produtivo? Sentar sempre na mesma cadeira, carimbar alguns papéis que disseram ser imprescindíveis esquecer? Responder corretamente às indagações dos superiores, pois assim se mantém a ordem, independentemente de qualquer tipo de autenticidade? Atingir metas estabelecidas sem mesmo o prévio aviso ou com ambições que não fazem tanto sentido assim? Mas, sem indagar, por favor. Mantenha-se produtivo no seu canto, da sua “área de trabalho”. Você tem total autonomia para seguir as regras e fazer a diferença entre tantos outros colegas profissionais de iguais funções. Não há porque se sentir perdido em meio ao processo.

Acontece, amigo. Foi só um dia ruim. Um dia atípico entre todos os 365 que ainda virão entre horas extras e um esforço maior na próxima, talvez.

Nem todas as respostas então somente nessas questões se antes não perguntar a si próprio sobre o que realmente tem significado no seu trabalho. A produtividade se ausentou, mas o sentido, a razão, a essência disso tudo também não semeou no coração durante as aulas de orientação profissional.

Não esquece de desligar tudo antes de sair. Amanhã começa tudo de novo.

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Marcos Holanda

Curioso. Inconstante. Inconformado. Seria interessante me conhecer um pouco mais pelos meus textos, eles representam parte de mim. Então, boa leitura!