Ouvir o cliente, “pivotar”, evoluir o produto constantemente, pesquisa de satisfação… São pontos que sempre são muito falados, desde as aulas da graduação até aos blogs, como no próprio Ideia. Entretanto, todo dia vemos acontecimentos onde parece que muitas empresam esqueceram disso.

Se por um lado temos esse monte de fail diário, existem outras empresas que estão deixando os “customanagers” (customer + manager / consumidor + gestor) cada vez mais presentes. A marca pode ser legal, mas ela é mais legal e deixa ainda com mais vontade de usar quando é usada por “gente como a gente” e ainda ouve meus pitacos. Talvez isso seja um bom ponto para entender como mais de 5 milhões acompanham a youtube Kéfera, como o iPhone 6 se tornou o mais popular de todos iPhones ou ainda porque o Uber é a startup mais valiosa do mundo (tá, esse não precisa explicar muito), e porque a quantidade de pessoas acessando o Facebook e postando suas fotos no Instagram só aumenta.

Arthur, o que a Kéfera tem a ver com o iPhone 6 que tem a ver com o Uber que tem a ver com as redes sociais do tio Zuck? Passa esse que você usou pra cá!

A geração “me me me”, a internet e algumas sacadas

Bem, há anos atrás, quando Steve Jobs disse que não fazia sentido ter um smartphone com tela grande, que ninguém precisava de uma caneta pra mexer no seu iPhone, ele não estava errado. Há anos atrás, não agora. Naquela época você tinha um produto que passava uma mensagem do tipo: “Ei, aqui está o iPhone, e é isso que ele faz, não tem nada igual e você só vai ser cool se usar.”

Hoje? “Aqui tem o iPhone que você pode personalizar como quiser, pra ele ter sua cara.”

Quer uma tela maior pra ver mais vídeos e consumir mais conteúdo? Ok, nós fazemos. Quer deletar os apps nativos que você nunca usou? Beleza, você vai poder fazer isso. Cansou de selfies ruins? Ótimo, aumentamos a qualidade da câmera frontal. Isso sem falar nos programas de upgrade, cores dos aparelhos, e etc (só a bateria que continua a mesma coisa :[ ). Sim, basicamente é dar ao mercado o que ele quer, com pitadas de inovação e uma boa usabilidade. Assim como o Uber, que simplesmente ajuda o cara que quer usar um transporte confortável e com um atendimento descente (o que deveria ser o padrão). Sem entrar no detalhe de legalização, fiscalização e etc (mas deixando claro que sou a favor do Uber, Airbnb e qualquer outro do tipo), mas é ofertar coisas que o mercado demanda. Tem mais: Cansou de ter que cortar fotos no Instagram? Beleza, a foto é sua você posta como quiser e nós não vamos mais cortá-la. Ou ainda o tão sonhado botão de “deslike”.

Beleza Arthur, mas e a Kefera?

“Palpável”, falar a nossa língua, estar próximo. Há algumas seguidoras que disseram que ela se vendeu ao sistema e etc, mas ela segue falando palavrões e falando de coisas do dia-a-dia. “Olha! Aquela roupa não é só para aquelas patricinhas. A X (substitua o ‘X’ pelo nome da blogueira de sua preferencia), tem um monte de problemas cotidianos como eu e usa também!”

É o mesmo motivo que faz muitas dessas blogueiras terem mais seguidores do que algumas marcas famosas. A Burberry vai lançar sua nova coleção na semana de moda de Londres primeiro no Snapchat, e muitas outras também estão fazendo. O “behind the scenes” é mais próximo, mais real do que o desfile perfeito e impecável.

E se você acha que isso serve apenas para alguns mercados, saiba que até a NFL (liga de futebol americano) entrou na onda. Em parceria com o Snapchat, vai mesclar snaps feitos pelos usuários com conteúdo exclusivo dela. Sim, trazendo o usuário para interagir e contribuir.

“We are the future” já é mais do que “present”.

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Arthur Castro

Respira Mobile e inovação. Sempre conectado com algum iGadget, é exemplo vivo dessa geração "alguma letra". Além de escrever aqui e em outros blogs, é palestrante e passa os dias criando apps.