Pessoal, hoje o assunto será simples, e gostaria muito da opinião de vocês após lerem esse artigo. Vamos falar sobre comerciais de TV e sobre a segmentação que as empresas buscam ao produzirem suas milionárias inserções de 30 segundos.

Já escrevi sobre isso em outras oportunidades, mas reitero para quem não tenha lido, sou um apaixonado pelo esporte das raquetes, o Tênis. No domingo à noite ocorreu a final do US Open, um dos quatro maiores torneios de tênis do mundo e o último a ser disputado anualmente. Como não poderia ser diferente, a final foi disputada entre Djokovic e Federer, os dois melhores jogadores da atualidade, sendo que o Sérvio “Djoko” como é carinhosamente conhecido, levou a melhor, e se tornou campeão pela segunda vez deste importante torneio.

O jogo foi memorável, eu poderia ficar hora escrevendo sobre ele para vocês, mas o que me fez relembrar esse episódio foi um dos intervalos comercias que vi. O Ideia de Marketing não tem interesse em ressaltar ou denegrir nenhuma marca em específico, deixando claro que essa opinião é particular do autor, minha neste caso.

Ao entrar no intervalo comercial, me deparo com mais uma daquelas propagandas do Banco Itaú, que brinca com os emoticons, acredito que a maioria já tenha visto algumas delas. Eles já utilizaram os tão carinhosos emoticons em campanhas para explicação do banco mobile, para explicar sobre investimentos, até mesmo para homenagear as festas juninas, uma campanha muito bem bolada que caio no gosto popular.

O que eu não esperava ver era que o banco fizesse uma campanha para mim! Sim, eles fizeram uma campanha específica para mim, pois ao ver a propaganda no intervalo comercial, como um amante do esporte, eu senti que aquela campanha falava comigo. Fiquei profundamente emocionado, querendo abrir uma conta no Itaú naquele exato momento, mas como moro em uma pequena cidade do interior, não pude fazer isso, pois não temos agência do Itaú por aqui.

Esse é apenas um detalhe, a pergunta que faço a vocês é a seguinte: Quanto custou essa campanha? Eu posso me arriscar a responder.

Adaptar a música para a realidade do tênis, gravá-la e animar os emoticons. Perto de uma produção publicitária isso é custo ZERO! Então ficou uma pergunta na minha cabeça. O que vale mais, investir todas as nossas forças em uma megaprodução ou tentar conversar em particular com as pessoas, como o Itaú parece ter feito comigo domingo à noite?

Depois de ter sentido a sensação de que a TV estava falando comigo, eu deixo a minha opinião. Vale a pena tentarmos conversar em particular com cada um dos nossos clientes, e o Itaú, o maior banco privado do país, nos mostrou que nem sempre é necessária uma verba estratosférica para que se posso realizar boas campanhas, mas sim, que é preciso uma boa dose de sensibilidade para atingir o coração das pessoas.

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Sócio da Candoo Comunicação e Branding e Consultor de Marketing pelo Sebrae. Apaixonado pela comunicação, que ainda acredita que esta deva ser realizada pelas pessoas, e não por seus meios.