A pergunta que todo líder faz: “como saber se estou sendo influenciado ou influenciando?”. A resposta é simples: Observando. Não é só olhar, é saber o que estou olhando.

É uma geração controversa essa que vivemos. Não há mais diálogo. E esse discurso é feito todos os dias, pelos agentes comunicadores e pessoas que buscam a preponderância. As agências de marketing e publicidade estão correndo contra o tempo para criar soluções, meios e caminhos, e então, tornar o público mais fiel, seletivo e crítico. Ser crítico saiu de moda – bom, talvez não estar imerso em tendências pode até ser bom.

Mas é uma conformidade adquirida, e não construída. Se tornou rotina. Ser conformado é querer ser aceito. O conformismo virou o padrão. A sociedade construiu junta, conformismos aceitáveis. Ilusões aceitáveis. Padrões. Alguns diriam como regras de conduta, normas, leis, o sim e o não. A escolha. Mas, ironicamente, não há escolha. Na verdade, há sim, mas não a construíamos, porque escolheram para nós o que deveríamos escolher por nós mesmos.

O nosso olhar constrói imagens ou reconhece nelas aquilo que fomos treinados a buscar ou que passamos a desejar?

Quer ser um agente influenciador?

  1. Influencie a você mesmo.
  2. Seja entusiasmado com o que se propõe fazer.
  3. Como líder, exerça autoridade moral.

Mas não é só isto.

Quando falamos em anúncio, ele precisa ser objetivado pela natureza do homem, certo? Pois, para que o seu ponto final seja contemplado, é importante saber como conseguirá a atenção do alvo –  quem o anunciante quer atingir. Neste caso deve-se fazer um estudo minucioso das reações do ser humano, seus instintos e sentimentos.

Apresente boa técnica de comunicação. Verbalize. Antes de tudo, saiba as limitações que impõe os diferentes meios de comunicação com a massa. Pesquise as estruturas e fatores do anúncio, para que este seja potente, atrativo e alcance tanto seu objetivo prático que é a venda como o que já foi previamente estudado e estipulado no briefing. Para Armando Sant’Anna, os bons anúncios têm efeito nulo em virtude de uma construção deficiente ou por algum defeito que reduz consideravelmente sua eficiência

Notando agora o individual, estamos construindo nossos olhares somente pelo o que vemos nas redes sociais. E isso não é tão sadio como dizem ser. E há cobranças.. Todos precisam ser habilidosos, dentro do padrão. E se eu não tiver habilidades que todos esperam que eu tenha? Talvez eu seja um bom amigo, mas isso não conta em um currículo. Como que vou colocar no currículo que sou ‘bom amigo’? Você coloca “apaziguador”, pró-ativo” etc., mas “facilidade de se expressar” ninguém leva à serio. A questão, é que precisa-se desconstruir algumas colocações equivocadas, dentro de empresas, escritórios, casas, ruas, lugares, pessoas.

“Há um limite para as paixões humanas quando elas provêm dos sentimentos, mas não há limite para aquelas que sofrem a influência da imaginação.”

O conceito de produtividade do jovem de hoje em dia é diferente. São profissionais que pensam “fora da caixa”, que são capazes de passar o dia navegando na internet, e ter resoluções produtivas; profissionais mais ligados à estratégia do que operacional, trabalham com o cérebro muito melhor do que trabalham com os braços, (e entendo que esta colocação pode gerar infinitos debates, mas faz-nos pensar).

“O pensamento que foi de início tomado emprestado a outro e depois aceito por sua mente e memória não influencia realmente muito a sua vida, e por vezes pode conduzi-lo à direção errada. Aperfeiçoar a si mesmo é trabalho interior e exterior: ninguém pode aprimorar-se sem comunicar-se com outras pessoas, sem influenciá-las e ser influenciado por estas.” Conde Leon Nikolaievitch Tolstoi

A reflexão trata-se de influências. Construímos muito pelo o que ouvimos, assistimos, lemos, vemos. Observar precisa ser uma aptidão reconhecida! Não é qualquer indivíduo que sabe apreciar. Ou que dedica tempo em sensibilizar-se. E aí, você poderia citar a empatia e traços de personalidade. Poderia citar faculdades que estudam o comportamento humano. Poderia dizer que isso é uma questão de gosto pessoal. E poderia dizer também que nada disso interfere no mercado. Bom, influenciar está muito além de conhecimento. Aliás, a palavra que pode-se então descrever mais a influência é “compreensão”.

Sermos compreensivos nos torna mais aptos à novas ideias. Novas ciências. Novas fronteiras.

A noção da consciência está em ouvir. Sermos perceptivos, clareia pensamentos. Por isso, as estratégias são mais leves, o público entende com mais facilidade e o feedback é mais rápido. Quando abrimos espaço para construir com o outro, as coisas acontecem.

Sair da nossa caixinha é preciso! Influenciar é inspirar.

“A arte não é o que você vê, mas o que você faz os outros verem.” Edgar Degas

Estou escrevendo meu novo ebook, e por lá, vou conversar sobre a imagem, o padrão, conceitos da influência e comportamento. Então, será um prazer ouvir sua construção. Sua opinião. Como é o seu olhar do mundo business? Quais carências e pontos positivos tem observado no mercado e comportamento do consumidor? Qual o seu conceito de “beleza”? Você pode deixar sua opinião aí embaixo nos comentários, ou me procurar em meu site e redes sociais.

Obrigado por ler até o final e até o próximo artigo!

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Essa coisa de definir coisas... Escritor, professor, colunista e curioso. Produzindo o terceiro e-book. Licenciando em Filosofia, com foco nas artes e comportamento. Não vive sem séries - e dramas. Melancólico e péssimo de cozinha. O 2º livro #AConstrucaoDoOlhar PDF free aqui ó: bit.ly/aconstrucao | Vídeos sobre os livros em youtube.com/user/arthiebarbosa