O assunto de ontem, 09/09, (e provavelmente dos próximos dias) além da eliminação da Jiang do MasterChef, com certeza é o evento da Apple. De uma vez só, Tim Cook e Cia apresentaram um combo de novidades. Novos modelos e pulseiras para o AppleWatch, novo OS e apps chegando para o relógio, um novo iPad (com direito a caneta e teclado especiais), uma nova AppleTV (que era a única chance de ouvir um “one more thing” da noite), e os novos iPhones, com câmeras mais potentes, novas funcionalidades e altas expectativas para o iOS 9.

A satisfação de 97% dos usuários do AppleWatch mostra o sucesso do primeiro relógio inteligente da maçã e a soma fitness + fashion deixa claro o potencial do mercado wearable. Se já existem 10.000 apps na ‘Watch Store’, com as possibilidades do novo WatchOS (sistema operacional do relógio), grandes coisas podem surgir em breve. As novas pulseiras e novos modelos (inclusive a nova próxima cor queridinha pelas blogueiras, o gold rosè) mostram como a Apple aposta nesse device. Se as contratações nos tempos da concepção do AppleWatch de pessoas renomadas no mundo da moda e o modelo gold já deixavam isso bem visível, a parceria com a Hermes é mais uma prova de que o mercado de luxo é um alvo fortíssimo da Apple. Tim Cook falou de como o relógio tem ajudado a melhorar a vida das pessoas, e sem ser um ‘fanboy’, tenho que admitir que realmente os sensores e os reports de exercícios e calorias tem me ajudado a deixar o sedentarismo um pouco de lado desde que comecei a usar o meu.

Um novo iPad chegou, com 12,9 polegadas e com um processador 80% mais rápido que todos PCs lançados em 2014. Praticamente durante toda a apresentação do novo iPad Pro (ou iPadão) foi focado em como ele pode ajudar a produtividade. Como Cook disse, o iPad redefiniu o computador pessoal, mudando a forma de trabalhar, estudar e criar. A maior novidade do iPad desde o lançamento do iPad veio com a sincronia entre o iOS 9 e o force touch. Se a anos atrás, Jobs brincou sobre quem precisava de uma stylus, Johnny Ive e seu time buscaram dar a Apple Pencil uma utilidade para ser utilizada junto ao novo iPad. A caneta reconhece intensidade, posição, inclinação e precisão, tem tudo pra ser um acessório ‘indispensável’ nas agencias, quem sabe até substituindo as utilizadas atualmente. Ainda teve o SmartKeyboard e um novo iPad Mini 4, o até então queridinho, que mal teve espaço na apresentação. Além da Stylus, ops, Pencil, a quebra ficou por conta do showcase de produtividade ficar a cargo da Microsoft (ISSO MESMO!) com seus apps do pacote Office.

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O One More Thing não veio, mas a maior ‘novidade’ veio com a Apple TV. Na verdade aqui entra mais um “campo de distorção” da maçã, pois na verdade, a Apple TV passa a oferecer features que o Wii da Nintendo, e Xbox já são, com o toque especial e único da maçã. Além disso, vão de encontro a evolução da TV, cada vez mais focada em streaming e on demand. Um pedido que já era feito há anos pelos desenvolvedores foi finalmente atendido, e agora, será possível fazer apps exclusivos para o gadget.

Na demonstração, uma coisa que chamou bastante atenção foi que com a nova UX da Apple TV parece não ficar muito claro por qual local você está assistindo (Netflix, Hulu…) o que você pediu para a Siri procurar, e aqui faz sentido ser porque o importante é exibir o conteúdo para o usuário. (e talvez porque em breve ela lançará seu próprio serviço de streaming em breve).

Na demo, destaque especial para o Playkids, o ’Netflix para crianças’, app que mais fatura no mundo inteiro na categoria Kids. Pela primeira vez na história um app brasileiro foi citado numa keynote. Orgulho para o Brasil e para o pessoal da Movile.

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Antes de anunciar os novos iPhones, Tim Cook ressaltou que o iPhone 6 é o mais popular desde o lançamento do iPhone (talvez um recadinho para os céticos que falaram que Jobs estaria se revirando no caixão, pois no passado disse que as telas não precisavam ser maiores). Os destaques das novidades ficaram por conta da nova cor para eles (Gold Rosè), o 3D Touch e a integração com o iOS 9, um upgrade em ambas as câmeras (a traseira foi pra 12MP e a frontal fica mais preparada para as selfies, com 5MP) a possibilidade de gravar vídeos em 4K (quem comprar um iphone de 16GB não vai conseguir fazer muitos) e o Live Photos, um “GIF Gourmetizado” que permite ver alguns segundos antes da foto que você tirou, até mesmo ouvir o som (Comparações a parte, essa função é bem bacana!).

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Se não bastasse isso tudo, a Apple apresentou o programa de upgrade anual de iPhones. Começando a partir de $32,00 por mês, dará a oportunidade dos usuários trocarem seus iPhones todo ano. Programas como esses, mostram como a maçã pensa em como manter o usuário fiel e sempre gastando um pouco de dinheiro com ela e de como Tim Cook vai deixando o ‘fantasma’ de Steve Jobs para trás, e coisas que seriam inimagináveis em outros tempos, como o tamanho das telas, a Pencil e o showcase da Microsoft, começam a ser mais comuns.

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Arthur Castro

Respira Mobile e inovação. Sempre conectado com algum iGadget, é exemplo vivo dessa geração "alguma letra". Além de escrever aqui e em outros blogs, é palestrante e passa os dias criando apps.