As notícias sobre a economia do país não são novidade mais para ninguém, seja porque o governo anuncia cortes em diversas áreas, seja porque alguns setores comunicam a eliminação de postos de trabalho ou fechamento de unidades – e tudo isso é noticiado, com mais ou menos ênfase. Alguns estão extremamente temerosos sobre nosso futuro enquanto nação, o que envolve também a situação política com seus desdobramentos.

Diante desse cenário, vejo explodir reportagens para “driblar” a falta de oportunidade e a dificuldade de emprego com carteira assinada. E o que essas reportagens tem em comum? A citação ao empreendedorismo. Não nego que o empreendedorismo é uma boa via para a atual conjuntura social e econômica que vivemos; no entanto, o que me preocupa é a visão “romântica” que é dada ao fenômeno. Creio que o indivíduo estimulado apenas por retorno monetário, e que enxerga na possibilidade de empreender o meio mais fácil para sair da crise, pode ter mais problemas do que soluções. O mercado pode ser muito severo com pessoas que buscam retornos rápidos e praticidade sem criatividade, bem como com aqueles que não entendem e nem aceitam os riscos da atividade.

Para evitar contratempos, a observação de características de personalidade, juntamente com fatores situacionais que interferem no ato de empreender, permite mensurar com atenção os planos estratégicos que devem ser traçados. Para tanto, destaco 3 estágios do real comportamento empreendedor:

  • Estágio cognitivo: é a percepção das características pessoais que contribuem para a tomada de decisão e para a exploração do conhecimento;
  • Estágio afetivo: é a identificação de sentimentos positivos que motivam a empreender; e
  • Estágio comportamental: é o desejo consciente de criar um negócio que faça a diferença e que possa agregar valor ao cotidiano das pessoas. Neste estágio a certeza de propósito pessoal e do negócio já é estabelecida e enraizada no indivíduo.

A compreensão destes estágios ajuda a fornecer as estruturas para o surgimento de empresas e, empresas de bases tecnológicas, capazes de dar respostas eficazes neste atual cenário. É preciso buscar mais do que recompensas monetárias para empreender e para enfrentar esta crise.

Livro de referência: “O fenômeno do empreendedorismo” – de Emanoel Leite.

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Professor; Administrador formado pela Universidade Católica de Pernambuco (UNICAP); Pós-graduando em Docência no Ensino Superior pelo Senac; Acadêmico de Recursos Humanos pelo Instituto Brasileiro de Gestão e Marketing (IBGM); Estudioso de empreendedorismo, responsabilidade social e da Geração Y. Tenho na educação a esperança de transformação deste mundo: pessoas conscientes contribuem para um mundo melhor!

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