Quando se fala em desenvolver pessoas dentro de uma organização, várias ideias são imaginadas, como usar a técnica de coaching, dar treinamentos específicos, incentivar o auto desenvolvimento através de cursos externos, com ou sem bolsas, dentre outras tantas. O que às vezes pode passar batido é justamente o mais fácil e barato de ser realizado: o uso do capital intelectual da empresa.

Alguém poderia dizer “OK, isso já existe na minha empresa. Qual a novidade?”

Bom, o ponto em que quero chegar é que isso pode ser bem estruturado, tornando-se eficaz. Na minha concepção, as principais formas de se fazer isso seriam o uso das Comunidades de Prática, do On the Job training e o que vou chamar de treinamento caseiro. Em todas as três opções há um desenvolvimento de pessoas através da troca de conhecimento, normalmente coisas muito específicas da área. Acontece um compartilhamento de conhecimento.

Nas Comunidades de Prática ocorrem as trocas de conhecimento durante a participação em fóruns, presenciais ou eletrônicos, em que se discutem problemas comuns de processo por meio de boas práticas. Já no modelo On The Job training, o “novinho”, digamos assim, aprende com alguém mais experiente as atividades da área na prática, pondo a mão na massa, numa espécie de monitoria. Por sua vez, os treinamentos caseiros são oferecidos por voluntários da área de trabalho para os colegas que querem ou necessitam de um conhecimento específico.

Para mim, a grande sacada dos treinamentos caseiros é que, além de não custarem nada ao gestor, podem ser customizados para atender as necessidades das atividades e processos trabalhados.

Mas independente de qual dos três modelos for escolhido, os ganhos são certos para a organização. Utilizando o conhecimento tácito de seus colaboradores para desenvolver a equipe, cria-se uma cultura de Gestão do Conhecimento, desenvolve-se pessoas e perpetua o conhecimento na área. O melhor? Sem custos.

Quando se cria esse tipo de atitude na organização, os resultados visíveis vão além da contabilidade financeira. O senso de compartilhamento faz a pessoa se tornar mais engajada, dona do seu processo.

E você, já compartilhou algo hoje?

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Marcelo Oliveira

Jornalista e entusiasta da Gestão do Conhecimento e Inovação. Focal Point de inovação na EMBRAER, coordenando atividades de captação de ideias e ministrando treinamentos de Inteligência Coletiva/Inovação Incremental e de introdução a ferramentas de captação de ideias, para fomentar a cultura de Inovação. Freelancer em comunicação e marketing na H2M Comunicação & Marketing. Acredita que a cultura da inovação abre portas, as quais podem mudar não só processos, produtos e serviços, mas principalmente a visão de mundo das pessoas!