Outro dia desses li um artigo bem interessante do Mauro Segura na Meio e Mensagem falando sobre novas possibilidades que os Wearables e a Internet das coisas (IOT – internet of things) vão trazer para o marketing e como muitos profissionais ainda não estão se preocupando com isso. A conceituada Martha Gabriel sempre fala em suas palestras sobre isso, “Marketing virou engenharia” e muitas das vagas de marketing hoje exigem uma pegada bem analítica e, em muitas, o pré-requisito agora é matemática e/ou alguma engenharia e um bom conhecimento em tecnologias emergentes.

A conectividade permite milhões de pessoas estarem conectadas diariamente e disseminando conteúdo em todos os cantos do mundo. O plus dos smartphones permitem essa disseminação em real time, seja por video (já falei do sucesso do Periscope aqui), texto (as milhares de iniciativas e apps para consumo e publicação de conteúdo, onde até a Apple está se aventurando), podcasts, fotos ou qualquer outra forma de compartilhar conteúdo. Em meio a isso tudo, temos dados, MUITOS dados. E com os wearables e a Internet das Coisas, o futuro promete muito mais e Minority Report vai parecer brincadeirinha (pare uns minutos e leia esse artigo SENSACIONAL sobre como a tecnologia vai mudar muita coisa no marketing). Leu? Então vamos continuar.

Até 2020, a previsão é de termos cerca de 100 bilhões (BILHÕES!) de objetos conectados (pesquisa feita pela Huawei) e o quase meio bilhão de wearables devices, sejam eles, camisas, relógios ou óculos. E se você acha que já tem muita informação hoje, imagina quantos outros dados você terá para trabalhar e preparar suas analises?

O fator sentimental e humano nunca vão deixar de ser importantes, a diferença é que a tomada de decisões deixará de ser por views, últimos visualizados, acessos e tempo de sessão e algumas outras, mas além disso até qual era o batimento cardíaco do usuário naquele momento. Somado a isso, imagina quando passarmos a sermos impactados apenas por produtos que você pode comprar naquele momento baseado no seu limite de crédito? Invasão? Comodidade e realidade? A Apple deu entrada em uma patente que faz exatamente isso. E aí o Apple Pay, a comodidade de realizar pagamentos com seu AppleWatch, e os quase 1 bilhão de cartões cadastrados nas contas do iTunes se conectam melhor que qualquer wi-fi do Starbucks.

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Conhecer o usuário é a maior vantagem que qualquer empresa pode ter. Aprender com o usuário e antecipar tendências ou conectá-las é ainda melhor. Já ouviu falar de deep learning? É uma técnica de Machine Learning que vem ganhando cada vez mais atenção no reconhecimento de imagens, vídeos, fala e comportamento. O Snapchat tem uma equipe focada nisso que analisa e “entende” quais serão os próximos tipos de conteúdo mais compartilhados e visualizados. Os serviços de Streaming Pandora e Spotify fazem a mesma coisa para montar as playlists e fechar com novos músicos. E como não poderiam estar de fora, FacebookTwitterGoogle e outras também estão comprando startups da área para aprimorarem seus serviços.

E mais do que nunca, inteligência artificial, wearables, internet das coisas, deep learning, realidade aumentada não são mais apenas para “garotos do T.I.” ou assuntos de nerds. Se você trabalha com marketing, passe a se interessar por esses assuntos, porque eles já fazem (e vão passar a fazer parte cada vez mais) do seu dia a dia.

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Arthur Castro

Respira Mobile e inovação. Sempre conectado com algum iGadget, é exemplo vivo dessa geração "alguma letra". Além de escrever aqui e em outros blogs, é palestrante e passa os dias criando apps.