É só olhar para o lado que você percebe como mobile modificou tudo. A forma como você se comunica, os meios para conhecer novas pessoas, a maneira com que pede um táxi e reserva um hotel, até a primeira pergunta que faz no bar: qual a senha da wi-fi? > me passa o cardápio?

Para o mercado, mobile passou a realmente ter relevância nesse ano (apesar de você que acompanha o Ideia já ver eu falando disso há bons anos). E o que já devia ser um caminho óbvio, precisou de um “empurrãozinho” do Google para o mercado se tocar. Em 21 de abril, com o “Mobilegeddon”, o Google passou a dar maior relevância as empresas que tem uma versão mobile de seu site, além de aprimorar o Google Now e também o processo de descobrir apps e acessá-los nas buscas com o App Indexing (hoje, caso você faça uma busca por algum serviço, esse serviço tenha um app e você tem o app instalado, ao clicar você já vai diretamente para esse conteúdo no app). E claro, nem preciso dizer das buscas do Google no mobile que já ultrapassaram o desktop e que quase 50% dos vídeos do Youtube são vistos via mobile.

Apps

Em meio a tudo isso, cada dia mais os serviços e produtos que as empresas oferecem estão migrando para as App Stores. É um efeito domino: mais smartphones, mais pessoas conectadas, mais pessoas consumindo conteúdo, novas necessidades, novos apps, apps conhecidos com novas funcionalidades. E o resultado? 138 Bilhões de apps baixados só em 2014.

Emojis e Conteúdo

O consumidor mobile é impaciente. Em uma pesquisa recente, 68% dos entrevistados disseram que aceitavam esperar até 6 segundos para um app carregar. No Brasil, essa média é menor, três segundos. Ou seja, paciência (quase) zero. Além disso, os usuários querem facilidade: Quanto menos toques ele precisar dar na tela e quanto mais rápido concluir seu objetivo, mais engajamento com ele terá. Pensando nessa velocidade, a Domino’s adicionou ao seu serviço de delivery a possibilidade de fazer seu pedido via emojis e hashtags no Twitter. E mais uma vez voltamos ao fato da revolução mobile. Existem bilhões de smartphones no mundo, bilhões de teclados com emojis disponíveis, que mais que o inglês, passou a ser a “língua universal”.

O consumo de conteúdo via telinhas é estrondoso. É só olhar para o lado no caminho ao trabalho que você consegue imaginar o quanto de conteúdo as pessoas estão consumindo, seja via Facebook, Twitter ou apps de notícias (Pocket, Flipboard e Exame são alguns dos mais acessados). O The New York Times, bloqueou para seus funcionários o site no escritório, para acessar o conteúdo, os funcionários devem acessar a versão mobile do site ou o app. Isso tudo em busca de feedbacks e insights para melhorar a experiência, já que mais de 50% dos acessos já vem através do mobile.

mobile

E então…

Mobile já deixou de ser tecnologia. Mobile é cada conteúdo, cada ação, cada app, cada feature que facilita nossa vida. A nova geração não percebe a internet, pois ela é algo “enraizado” na nossa vida. Caminhamos para o mesmo caminho com mobile e os smartphones, que cada vez mais são o hub da nossa vida, que assim como a internet, nos conectam com mais pessoas e coisas a cada dia.

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Arthur Castro

Respira Mobile e inovação. Sempre conectado com algum iGadget, é exemplo vivo dessa geração "alguma letra". Além de escrever aqui e em outros blogs, é palestrante e passa os dias criando apps.