Não tenho nada contra o avanço da tecnologia, muito pelo contrário, percebemos na nossa vida pessoal e em nossa vida profissional, o quanto somos influenciados e o quanto a tecnologia tem melhorado e agilizado nossos processos diários. Contudo algo me diz que está se tornando exagerado o uso de uma ferramenta em específico, o WhatsApp, principalmente no meio profissional. Como usuário assíduo desta ferramenta, resolvi trazer esse questionamento para que juntos busquemos encontrar uma solução para essa verdadeira “overdose” de mensagens que recebemos diariamente.

Para iniciarmos nossa reflexão, vamos considerar alguns pontos importantes que demonstram o uso descomedido do WhatsApp. O primeiro é a falta de comprometimento com o que escrevemos, pois a qualquer momento podemos mudar de opinião e rapidamente enviamos uma nova mensagem, com dizeres totalmente diferentes dos anteriores. O segundo ponto é a falta de horários para resolvermos assuntos profissionais, já que a imparcialidade de não precisarmos expor nossos rostos ou nossa voz, faz com que nos demos o direito de enviar uma “simples” mensagem a qualquer hora do dia, ou até mesmo da noite. E, em minha opinião, o principal ponto de nossa análise, a escrita de forma errada, sem pontuação ou com muitos erros ortográficos. Um problema que está na base da educação, causando distorções nas informações, retrabalhos e até mesmo conflitos oriundos de um simples erro de digitação.

Escrevi em meu último artigo, algo sobre o Detox Digital, a busca pela desaceleração, e certamente hoje, o Whats é algo que vai totalmente contra esse processo, se tornando uma pedra no meio do caminho. Ele surgiu com a proposta de uma comunicação rápida, mas se tornou um símbolo da impaciência, inquietude e da preguiça. Quem nunca enviou um e-mail a alguém e 10 segundos após enviou um Whats avisando que havia enviado este e-mail? Faço aqui meu mea-culpa, eu já fiz isso!

Poderíamos começar por nós mesmos uma diminuição desse ritmo acelerado de informações enviadas por WhatsApp? Acredito que sim. Podemos manter o uso e inclusive melhorar essa experiência de comunicação. Podemos realizar tráfego de arquivos, marcar reuniões e trocar informações para construção de um trabalho profissional. Mas, é bom lembrarmos que a escrita sempre dependerá de interpretações, e diferentes que somos, analisamos e percebemos o meio ao nosso redor de uma forma ímpar. Assim, saibamos que tendo a necessidade de precisão de informação, a convivência e os encontros pessoais são imprescindíveis e não podem ser soterrados por essa ferramenta.

A frase que me descreve no perfil do Ideia de Marketing é seguinte: “Sou um apaixonado pela comunicação, e ainda acredito que esta deve ser realizada pelas pessoas, e não por seus meios”. Não deixemos os meios tomarem conta das nossas palavras, o bom relacionamento ainda é fator determinante para a concretização dos negócios. Usemos as ferramentas tecnológicas a nosso favor, com discernimento, bom senso e moderação.

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Sócio da Candoo Comunicação e Branding e Consultor de Marketing pelo Sebrae. Apaixonado pela comunicação, que ainda acredita que esta deva ser realizada pelas pessoas, e não por seus meios.