“Talvez, sejamos loucos. ” – Gnarls Barkley

Em tempos de guerra, questões de paz e liberdade são discutidas. Guerras que por muitas histórias e estórias, são iniciadas por tão pouco. Uma palavra. Um argumento – ou a falta dele.

Quando se cria um perfil, é planejado um dossiê, uma espécie de documento mental sobre aquele individuo, seja físico ou jurídico. Então, abre-se um leque quase infinito de opiniões ao seu respeito. Pense em uma marca. Lembre-se dos seus posicionamentos sobre a sociedade. Questione como esta marca está se relacionando com o público.

Talvez a turma do marketing digital discorde, mas as redes sociais não são o mundo – e isto não é um apelo ao abandono, mas uma ponderação do uso. É preciso sim expressar, mas não impor a opinião. Reflexos são construídos todos os dias, e cabe a cada um interpretá-los de acordo com os valores e costumes adquiridos ao longo de seu crescimento. E como Marcus Tonin perguntou: “as redes sociais estão fazendo muito barulho?”
O que se entende de espaço? Todos precisam e podem reivindicá-lo. E quando o abrimos para discussões, como medi-lo? Pode soar como renitência, ou até vício, trazer sempre os mesmos assuntos em pauta. Para alguns, existem tópicos em demasia, outros podem achar atemporal.

Bom, dentro da imoralidade, pode haver coerência? Afinal, somos todos imorais? E por isto, o espaço que antes tínhamos por direito de expressão, torna-se um lugar distante. Porque há uma distância entre as pessoas quase imposta. É quase imperceptível. Mas, há. A vanglória e o desrespeito trazem mais força à crença de que seremos eternamente imorais. Pode parecer utópico pensar que não, mas então, onde fica a esperança? Será que está na hora de escrevermos outra carta?

O mesmo vale ao debate sobre a imagem. E esta discussão sempre esteve em pauta. Logo, surge a reflexão: o que é normal aos seus olhos? Pode-se dizer então que o olhar constrói argumentos.

Atualizações acontecem o tempo todo, no meio business, tecnológico, acadêmico. E a sociedade se adapta quase que instantaneamente.

Contextualizar-se é base para vencer qualquer guerra.

Paulo Lima, em “Humanização e Diferenciação de Marcas através dos Arquétipos”, faz uma pergunta que acho pertinente a este texto: “como você acha que pode ajudar as pessoas? ”

Sejamos mais poetas e menos críticos. Releve e seja leve. Abrace. Ame.

Somos complexos e paradoxais. E somos humanos.

O amor ouve. E ele gera uma certa inquietude, que só encontra a paz quando exposta. Mas que esta exposição seja com entendimento intelectual, moral e social. O amor não é uma opinião ou argumento, não se equivoca ou censura. Não individualiza ou aprisiona, mas valoriza, se importa, espera, te move e não falha. É o mocinho da história. Ele não é a virgula, mas a reticência e o ponto final.

Sim, o amor sempre vence.

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Essa coisa de definir coisas... Escritor, professor, colunista e curioso. Produzindo o terceiro e-book. Licenciando em Filosofia, com foco nas artes e comportamento. Não vive sem séries - e dramas. Melancólico e péssimo de cozinha. O 2º livro #AConstrucaoDoOlhar PDF free aqui ó: bit.ly/aconstrucao | Vídeos sobre os livros em youtube.com/user/arthiebarbosa