Que o Facebook já é uma empresa mobile todos sabemos. Mas, em 2015, mais do que nunca a rede do Tio Zuck vem anunciando diversas iniciativas e produtos fortalecendo ainda mais isso.

O “mundo aberto e conectado” tem recebido vários apps e projetos que fazem parte do guarda-chuva Facebook, que como já falei aqui e aqui mostra cada dia que não é só mais uma rede social há um bom tempo.

Num rápido flashback, alguns apps e funcionalidades lançadas desde o ano passado: Slingshot (lançado pouco depois da recusa de 3 BI do Snapchat e que tem a mesma ideia), Rooms (um app tentando ressuscitar as salas do bate-papo Uol), um app exclusivo para grupos: Facebook Groups, O Hello (app que integra a agenda do usuário e permite bloquear chamadas, mandar mensagens e mais algumas coisinhas), o Riff, para criar videos virais com os amigos, o Moments para facilitar troca de fotos. Sem falar na “independência” do Messenger, das diversas funcionalidades adicionadas a ele e do mais recente, Instant Articles, para facilitar ainda mais o modo que visualizamos as notícias que aparecem na nossa Timeline sem precisar abrir navegadores, e consequentemente, do Facebook.

Além disso, tivemos a liberação da chamada de voz para todos usuários no WhatsApp, que derrubaram o tempo médio das chamadas em cerca de 20min, segundo a Telecom, e claro, os novos formatos de anúncios no Instagram, do qual falei um pouco aqui.

Se isso não são provas o suficiente da força-tarefa do Facebook no mundo mobile, ainda teve o lançamento do Facebook Lite, uma versão bem simples e leve do app para celulares não tão bons e conexões piores ainda, justamente para qualquer usuário conseguir acessar a rede que indireta ou diretamente, proporciona conhecer as demais aplicações/serviços. (e claro, mais dados de usuários e mais telinhas pra mostrar anúncios).

Só para marcar mais alguns dados, em uma pesquisa realizada em maio pela Mobile Time e OpinionBox aqui no Brasil, dos 25 apps mais comuns na HomeScreen dos usuários, os 4 primeiros da lista são apps do Facebook:

1º WhatsApp

2º Facebook

3º Instagram

4º Messenger

(a lista completa você consegue ver aqui)

Quantas possibilidades e quantos milhões de pessoas não são impactadas diariamente por conta disso? E quantas outras centenas de milhares não podem ser com todas esses iniciativas para mercados emergentes e para as gerações Y, Z, T ?

Da internet.org, drones recarregados por energia solar com wifi, a “cool apps” seguindo o hype do momento seja ele foto ou vídeo, o “mundo aberto e conectado” do Facebook deixa claro que vai marcar presença de alguma maneira nas pequenas telas (ou nem tão pequena assim) que movimentam o mundo, a economia e nossos dedos (e claro, os negócios do Tio Zuck).

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Arthur Castro

Respira Mobile e inovação. Sempre conectado com algum iGadget, é exemplo vivo dessa geração "alguma letra". Além de escrever aqui e em outros blogs, é palestrante e passa os dias criando apps.