Essa é a era do grito. A era do poder de manifestar-se. A aldeia global nos deixa mais próximos uns dos outros devido a todo o potencial de comunicação estabelecido até então. E a tendência é aproximar mais, facilitar o contato, apaziguar a saudade, confortar os egos, etc., funções não faltarão. Além de tudo, se pode unir forças com as pessoas que antes você (e eu) nem sabia que existiam e que também compartilham de ideais semelhantes. Com isso, vemos inúmeros encontros, dos mais diversos grupos, cada qual com suas bandeiras e protestos. Protestos!

Não há como deixar de lado o momento pelo qual vivenciamos atualmente. É mudança constante de gente inconformada com o governo, com o salário no fim do mês, com o preconceito, com a intolerância. O ser humano anseia por respeito mútuo, transparência e direitos iguais, e batalhará sempre que se sentir injustiçado. É esse o espírito, lutar pelo que acredita ser o mais correto e bom para todos. E ‘todos’ inclui eu, você e sua marca. Por que não?

Nessa onda de manifestações, onde está sua marca? Ela é imparcial? Tende mais para ‘B’ ou para o ‘A’? Será que nesse emaranhado de gritos nenhum se deve vir de uma Pessoa Jurídica? Protestar é coisa só de Pessoa Física e deixa isso para as ruas? Mas sua marca está presente tanto nas ruas, quanto internet; tanto no jornal que publica a notícia da passeata, quanto na rádio que transmite as informações do trânsito congestionado devido a um tumulto na Av. Paulista. Sua marca é a favor do Feminismo? Tende a ser de Direita? Preza por ideais mais conservadores? Ou ela só joga conforme as nuances da partida acontecem?

Será também que uma posição contra ou a favor, seja do ponto de vista que for, não merece vir a público ou nem se quer pensar a respeito? Fechar os olhos é a melhor saída?

Do mesmo modo que uma marca pode se personificar para se aproximar mais de seu público, a mesma não pode já transmitir seus ideais e discussões que norteiam a sociedade atual? Na verdade, toda marca já demonstra o que é ou não é o seu ‘contra’ ou ‘a favor’ a partir do momento que comunica com seu target, a partir do momento que entra no mercado. Sempre (ou nem sempre) está subentendido nas mensagens – é quase um ‘deixe que o cliente se vire e encontre seu caminho’.

Discussões como esta são pertinentes para esclarecer e atualizar os rumos de sua marca. Qual é o pensamento dela nesse momento? Se mantém indiferente? Pode até ser, desde que não deixe a entender que quem cala consente. Afinal, muitas vezes ela poderá estar envolvida em algum tipo de protesto, simplesmente aparecendo ao fundo de uma imagem na mídia, e se mostrar a par da situação demonstra um interesse maior pela sociedade em que se vive, um interesse no futuro das pessoas. Pois sua marca também é feita de pessoas.

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Marcos Holanda

Curioso. Inconstante. Inconformado. Seria interessante me conhecer um pouco mais pelos meus textos, eles representam parte de mim. Então, boa leitura!