No ano passado, quando o Facebook anunciou a compra do WhatsApp, você não via outra coisa em sua timeline. E para tentar explicar um pouco melhor, escrevi sobre algumas coisas que estavam acontecendo. Recordar é viver, então se você quiser relembrar, pode acessar aqui.

Enfim, 2015 chegou e muitas novidades foram anunciadas pelo Tio Zuck. Separação definitiva do aplicativo do Messenger, e não apenas isolá-lo, mas transformá-lo em uma plataforma. A possibilidade de realizar transferências por ele, o Messenger Business, o aplicativo de videos colaborativos e muitas melhorias e novas possibilidades em termos de videos, plugins e etc.

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E antes de analisar o post acima, pense um pouco e diga quais os aplicativos que você mais usa no seu smartphone. Provavelmente, Whatsapp, Facebook, Messenger e Instagram vão estar entre eles (se não todos).

Ok. agora vamos ao que interessa.

O conteúdo mais compartilhado no Facebook hoje são fotos (e não preciso falar que o Facebook comprou o Instagram anos atrás, antecipando essa tendência). Videos serão a próxima onda. Se você ainda não ouviu falar de Meerkant, Periscope ou o fenômeno dos Jockeys na Coréia do Sul, é só dar uma ‘googlada’. E ainda mais, procure o Riff, app do próprio Facebook para videos colaborativos. Sem contar todas iniciativas relacionados aos videos, como o Facebook Audience Network e a compra da LiveRail que era uma plataforma de anúncios para publishers de vídeo e Tio Zuck deu uma “pegada mobile” para ele.

Falando em realidade virtual, a conturbada compra do Oculus Rift começa a fazer cada vez mais sentido.

Antecipar-se a tendências é uma coisa que o Facebook sabe fazer bem. Além disso, aplicar ela em ‘fases’ para os usuários também. Foi assim com videos no Instagram, mudança de layout, videos no facebook, videos rodando automaticamente, dentre outras…

Na F8 (conferência realizada anualmente pelo Facebook), foi anunciado as novas possibilidades para o Messenger, que está se tornando uma plataforma com diversas possibilidades. O Messenger Business que tem tudo para ser o novo queridinho do CRM nas empresas. Um contato mais pessoal, mais instantâneo, em um mundo cada vez mais mobile e exigente, faz todo sentido.Mas ele tem tudo para ser muito mais. Pode ser apenas coincidência, mas se será possível fazer transações entre users do Messenger, por que não ser o elo entre empresa e cliente para agilizar os pagamentos? Acredito que a liberação de ambos para seus nichos (transações para os usuários e contato e informações com o Messenger Business para as empresas) é justamente para ‘educar’ e preparar os usuários, para posteriormente anunciar uma atualização no SDK para que seja possível através do Business realizar também pagamentos e etc. Para pequenas empresas o quão interessante seria isso?

E para os grupos de trocas e vendas do próprio Facebook, as coisas ficariam muito mais práticas, não?

E sinceramente, acho que os bancos estão se preocupando pouco com esse “buum” de payments nos serviços de mensagens, como Facebook, Snapchat, Line e etc. Se demoro 10 minutos e tenho que abrir 10 janelas pra conseguir fazer um pagamento de uma conta, e nesses apps preciso digitar um cifrão, qual você usará mais?

Aquela frase merece ser citada novamente: “Antecipar a tendências”. Fotos, videos, payments, qual será a próxima?

Repetindo o final do meu último artigo, a estratégia de “tornar o mundo mais aberto e conectado” fica cada vez mais clara, seja dentro do Facebook ou através de algum outro app (que o Facebook comprou ou vai comprar…).

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Arthur Castro

Respira Mobile e inovação. Sempre conectado com algum iGadget, é exemplo vivo dessa geração "alguma letra". Além de escrever aqui e em outros blogs, é palestrante e passa os dias criando apps.