Quando eu era novinha, três ou quatro anos, tinha pavor da aula de arte na escola. Não queria sujar as mãos de tinta guache nem se oferecessem biscoitos de chocolate como recompensa. As “tias” insistiam, mas nada. A mãe garantia que era tranquilo, mas nada. Não fazia massinha de modelar caseira. Tinha nojo. Não pintava com as mãos. Tinha nojo. Não (insira aqui qualquer coisa que envolva um item melequento e mãos sujas). Fui uma criança fresca.

Precisei de um treinamento intensivo com uma paciente e mezzo desesperada progenitora. “O que tem de errado com essa menina?”.

Aí a gente cresce e não pinta mais. Não suja mais as mãos. Por que parecemos tão assustados frente a trabalhos manuais? Por que nos desacostumamos a, nós mesmos, criar?

Quando esquecemos como pegar e fazer. Quando achamos tudo pronto nas lojas, abrimos espaço para a popularização do movimento DIY (Do it yourself). Depois, os makers ressignificaram o que era um passatempo para plantar a semente de uma revolução. Quer dizer pegar a arte e a ciência com as mãos.

As grandes empresas estão de olho. O documentário acima foi encomendado pela AT&T e o abaixo pela Microsoft.

E o Brasil não ficou de fora. Vê só o que andam aprontando pelas bandas de cá.

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Melina França

Odeia suas mini-biografias. Acha que está em construção e ainda não sabe quais as informações mais importantes que uma assinatura deve trazer. Por via das dúvidas, estudou jornalismo e, depois de formada, tomou gosto por marketing, empreendedorismo, branding e o relacionamento entre empresas e cidadãos. Começou, então, a colaborar com a startup de amigos, o Dujour. Já escreveu argumento de histórias em quadrinhos, filmou documentário, foi atriz numa companhia de teatro independente, fez bico de estátua viva e mantém o blog secreto de adolescente onde escrevia histórias de amor.

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