O mundo das cores com menos regras

Algumas pessoas não sabem, mas as cores, às vezes, têm crises existenciais. Sabe como é, tantos significados atribuídos à elas em tantos lugares do mundo. É preciso ter empatia! Imagine só o vermelho, coitado, aqui é só amor e paixão, mas ai dele se viajar. Se for ao passado, os povos Celtas dirão que é a morte. Se for à Russia? Comunista!

Não é só o vermelho. Uns sofrem, simplesmente, por indefinição. O preto e o branco, por exemplo, vivem aí se questionando pelos seus excessos e faltas. Um é ausência de luz e outro o excesso dela. Um absorve toda e qualquer cor que se aproxime dele por um feixe de luz e a outra a expulsa com todas as forças.

Complexas. Sensíveis. Se tivessem um Facebook, como responderiam à pergunta: No que você está pensando? Seria o maior bug da história da internet. Iriam escolher todos os sentimentos possíveis para definir como estão se sentindo. As cores preferidas iriam esbanjar vaidade. As famosas do horário nobre dos comerciais idem. As novas querem tomar o seu lugar e as mais exóticas chegam com tudo, reivindicando seus direitos em coletivos a favor da igualdade das cores.

Não seria fácil. Elas realmente tem muito a dizer. Sem contar que estão em todo lugar. Dizem até que existem mais cores por aí do que baratas. Mas convenhamos, realmente preferimos a primeira. E preferimos, ainda, doar a ela nossa atenção.

Talvez seja melhor deixar o julgamento para mais tarde. Se ela é pura, matizada ou sombreada pouco importa. É só sentir a intuição. E sem fechar os olhos! Enfrente a cor de cara e reflita sobre o que está sentindo. Compreenda. Talvez seja essa a solução para essa agitação toda. Talvez a cor só queira ser sentida.

Já pensou se ela pudesse se agrupar com quem quisesse? Vale a pena testar seus pares complementares, mas é preciso sair um pouco da mesmice. Jogar a cor para o acostamento e sentir o que dá. Pode ser que dê jogo. Se não der, tudo bem. Mas a cor gosta de um risco… é o que dizem!

Quem sabe assim ela não seria mais livre para se comunicar. Sei lá, fazer a gente sentir fome, tranquilidade ou alegria, numa boa. Naturalmente. Sem pressão, rótulos e estereótipos. Só com criatividade de uma parceria que pode durar longa data.

Parceria boa é assim. Os dois lados tem seus direitos e deveres. Estão sempre atentos ao contexto, à bagagem que cada um trouxe e, principalmente, sabem onde querem chegar. Aí não tem erro.

Foi simples. Atenção. E eu pude ouvir: menos categoria, menos pantone e mais coração!

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Jussara Coutinho

Jornalista com experiência em e-commerce e mídias digitais. Adora falar sobre comportamento e encontrar pessoas que discordem dela com bons argumentos.

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