Se Steve Jobs estivesse vivo, dia 24 de fevereiro de 2015, completaria 60 anos. Grande parte deles foram dedicados a Apple, tomando inúmeras decisões muitas vezes inexplicáveis para uma boa parte das pessoas, mas que traziam resultados incríveis e apresentando produtos que modificaram comportamentos e mercados, como o Macintosh, iPod, iPhone, iPad..

Mas independente das decisões, personalidade e questionamentos, uma das suas decisões em particular tem trazido grandes números para a Apple, deixando os investidores bem felizes como na “Era Jobs”: Estou falando de Tim Cook.

Assumir um dos cargos mais cobiçados do mundo, além do fardo de substituir Jobs, com certeza trouxeram muitas dúvidas e incógnitas. Sem contar o fato de ter sido escolhido pessoalmente por ele para o cargo de CEO. Dúvidas, questionamentos e incógnitas foram inevitáveis. Mas, Cook as superou.

Inovação, liderança e novos produtos. É possível perceber que apesar de Tim Cook certamente não ter a visão de Jobs, ele é capaz de aproximar várias equipes na Apple de forma eficiente, permitindo-lhes colaborar para que novos recursos não sejam específicos para iOS ou Mac, mas são aplicáveis ​​a todo o ecossistema da Apple. Descentralizou de certa maneira as decisões, compartilhando-as principalmente com Jony Ive e outros. Foi na “onda do mercado” e apostou em telas maiores também para os iGadgets, que muitos dizem que Jobs jamais cederia. A volta do “One more thing…” na última keynote, e o sucesso do ApplePay e dos iPhones com telas maiores e a expansão para o mercado asiático, são alguns dos itens que mostram como Tim Cook tem conduzido de forma muito inteligente a Apple.

E os números não deixam dúvidas: A Apple atingiu o maior resultado trimestral da história de uma empresa pública, sobre a tutela do Mr. Cook. Sem contar que entre outubro e dezembro de 2014, a Apple vendeu cerca de 74,5 Milhões de iPhones (44 mil por hora!), 46% a mais que no ano anterior. além disso, ultrapassou a marca de 1 bilhão de iGadgets com iOS no mundo.

Tim Cook também se destaca por mais dois itens: solidariedade e diversidade. Em termos de solidariedade, Steve Jobs nunca foi destacado pela filantropia e tinha o conceito de que os produtos que a Apple desenvolvia eram, por si, uma dádiva para com o público e que não havia espaço para mais caridade na empresa. Tim Cook não, aposta num programa de caridade, fazendo doações milionárias. A diversidade e igualdade são bem visíveis nos novos emojis étnicos adicionados que vão estar no próximo iOS, além de já ter falado abertamente sobre sua homossexualidade, inclusive, sendo eleito como “A celebridade gay mais poderosa dos EUA” e redigido um artigo para a businessweek dizendo o quanto se orgulha em ser gay.

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Além de todas esses pontos, a chama de explorar outros mercados continua bem acesa. Já foi assim com os meios de pagamento e recentemente tivemos spoilers sobre uma nova TV e até mesmo de um carro…

E diante de todos esses cenários, fica bem visível que, na “Era Cook”, ainda iremos ouvir muitas vezes o icônico bordão “one more thing”.

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Arthur Castro

Respira Mobile e inovação. Sempre conectado com algum iGadget, é exemplo vivo dessa geração "alguma letra". Além de escrever aqui e em outros blogs, é palestrante e passa os dias criando apps.