Criar laços de amizade no ambiente de trabalho não parece fácil à medida que nos envolvemos com pessoas tão diferentes durante a jornada de trabalho. Esta é uma questão delicada por envolver as pessoas e, com elas, seus sentimentos, como orgulho, ego e vaidade, por exemplo. Ainda assim, é imprescindível considerar o futuro da empresa em meio a esse jogo emocional. A saúde dos negócios depende muito disso.

É comum notarmos – nas outras pessoas e em nós mesmos – uma batalha de egos, efervescentes por controle, autenticidade e posições que nos destaque em meio aos outros. Nestas situações, muitas vezes, estamos tão envolvidos com a atividade, tão ávidos por eficácia, tão empolgados pra botar a mão na massa, que podemos acabar por deixar de lado (ou atacar) opiniões daqueles que julgamos precipitadamente. Nos precipitamos tanto contra quanto a favor. Sim, é humano, por mais que não pareça, mas é de nós tentarmos nos precaver quanto às atitudes do próximo, só por uma simples sensação. Deixamos nos envolver pela simpatia e cordialidade de uns até eles se intrometerem no nosso serviço. Aí a amizade é posta em perigo de maneira egoísta. Não mexa no meu queijo!

Falar mal do trabalho de outrem, evocar somente os pontos negativos de uma circunstância, se fechar em grupinhos de setor, não compartilhar de méritos, enfim. Essas e outras atitudes, explícitas e implícitas, sondam o ambiente de trabalho e esmorece o desempenho de todos. Tudo o que fazemos ou falamos influencia o trajeto das nossas relações.

Relacionar-se dentro de um ambiente de trabalho envolve uma grande prova de profissionalismo e coleguismo. É nessas ocasiões que descobrimos os pontos fortes e fracos nossos e dos outros. Na empresa, encontramos obstáculos e problemas o tempo todo, nos vemos em momentos de grande pressão e somos colocados à prova inúmeras vezes. Temos de nos expor e mostrar nossas competências profissionais e, principalmente, comportamentais, e, desse modo, colocar à mesa nosso verdadeiro valor. Situações de risco servem também para conhecer o caráter de cada um envolvido, inclusive o meu e o seu – o nosso! Entretanto, parece que muitas pessoas demorarão, infelizmente, a perceber isso enquanto o orgulho e a vaidade ainda falarem mais alto que a humildade e a empatia. Valores trocados, relações efêmeras. Enquanto isso, o “desenrolar da carruagem” é que paga caro, pois os cavalos não se entendem e não se respeitam.

Lembremos: é na hora crítica que mostramos nossa verdadeira face, e disso construímos nosso futuro.

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Marcos Holanda

Curioso. Inconstante. Inconformado. Seria interessante me conhecer um pouco mais pelos meus textos, eles representam parte de mim. Então, boa leitura!