Alguém inventa uma moda… todo mundo copia, vira tendência, daí as pessoas já não sabem se estão fazendo porque curtem ou porque os outros estão fazendo. O que está sendo feito então, criando-se uma tendência, ou seria uma reprodução de papagaios que imitam uns aos outros?

Não faltaram matérias intituladas como “inventor do pau-de-selfie”, até apelido para o suporte de autorretrato para rede social já inventaram. Alguns já faziam esse tipo de suporte para foto no início do século passado. Mas o mais popular é o que acaba ganhando a fama. Este artigo não fala exclusivamente sobre o assunto, mas a tendência vai ajudar com a curiosidade, pode ter certeza.

Não faz muitos dias em que li um artigo de um importante site que menciona “dicas para vender mais”, onde existe uma clara indução da venda, com “truques” para que o cliente realize a compra. Até que ponto é necessário essa venda forçada? Em que momento o cliente já não sabe mais se é útil aquele produto ou não? Será que isso vai gerar um bom relacionamento com a marca? Penso que nem sempre.

Muitas dessas técnicas são utilizadas com um grande apelo para as vendas. Precisa mesmo? Só que na hora em que os consumidores descobrem o preço do produto (ou serviço) que todo mundo está consumindo, muitos ainda reavaliam se aquilo é mesmo necessário.

Outra prática comum é a compra por impulso, muito utilizada por redes de supermercados, e até mercadinhos. Sabia que os mercadinhos estão virando tendência? Eu era acostumado a ir no “armazém” para comprar alfajor quando era criança. E lembro como tudo era tão fácil de comprar, tudo na mão, era só pedir mais um. Era o tempo do caderninho, ainda tem muito comércio que é adepto hoje em dia desse sistema de crediário. Certamente agora o caderninho está sendo transcrito para uma planilha no computador.

Agora, não vai ser difícil de encontrar um grande mercado com uma marca mais voltada para o consumo prático, onde, segundo uma pesquisa da Euromonitor Internacional,  o consumidor está buscando praticidade na hora de fazer as compras. Não quer mais percorrer grandes distâncias para chegar ao supermercado. Mais do que isso, o poder aquisitivo desse consumidor aumentou, impactado também por ter muito mais mulheres no mercado de trabalho atualmente.

Bem diferente de vinte anos atrás, onde os hipermercados estavam no topo da lista das saídas de casa ou do trabalho por causa das ofertas: com uma inflação de 40% ao mês, as compras eram feitas para o mês inteiro, hoje em dia se compra para a semana, até mesmo diariamente.

Essa presença do cliente todos os dias nas lojas, nos centros de compras, shopping centers é impulsionadora de compra de produtos menos úteis. Tudo isso também ajuda na disseminação de uma tendência.

Segundo uma das previsões de Bill Gates, nos próximos anos mais de dois bilhões de pessoas estarão realizando operações financeiras em aparelhos móveis. Isso levará serviços bancários para regiões mais carentes. E será que essa prática também não vai aumentar o consumo de itens e disseminar tendências para mais pessoas que não precisam?

Dependendo do impacto da tendência, – e da qualidade dos seus seguidores – uma moda pode ter um fim previsível ou até mesmo não ter fim. Nesse caso a qualidade tem a ver com o tipo e não com a quantidade, como nas pesquisas qualitativas e quantitativas.

Agora a moda aqui no Sul é usar um espeto do churrasco como suporte para a selfie (depois do churrasco, é claro!). Só que isso é só uma piada aqui no Rio Grande. A piada é justamente sobre ter uma personalidade, diferenciar, ser original. Essa característica falta em muitas ideias por aí: cria-se uma novidade, todos usam a mesma ideia e aparecem diversas marcas vendendo o mesmo produto “novo”. Todos começam a copiar, o produto que estava custando R$ 80, passou pelo ápice dos R$ 150, e hoje quem paga R$ 50? A marca está sendo substituída por um produto perecível. Precisamos fazer alguma coisa! Urgente!

A função original do bastão, ou originalmente chamado de monopod, é usar a câmera com um suporte mais comprido, como uma extensão do braço do fotógrafo, meus amigos fotógrafos profissionais conhecem muito bem o monopé, que consegue realizar as proezas do bastão com total perfeição.

Nesse momento atual das redes sociais até a minha mãe sabe o que é um pau-de-selfie. Mas será que se eu falasse em “pau-de-selfie” em outros tempos essa moda iria pegar? Dependeria de quem fossem os meus seguidores e o quanto eles achariam isso bacana, porque eles é que iriam tornar isso uma nova moda entre toda a rede social.

 

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Jonatan Fortes

Consultor Empresarial
Consultor empresarial, Diretor de Marketing da Fonte de Talentos (RS). Mestrando em Desenvolvimento Regional, onde busca conhecimentos visando aplicar na geração de talentos. Acredita no poder da comunicação e atua na promoção e desenvolvimento de empresas e talentos para o crescimento coletivo.