Ok, você conhece muito esta palavra, “touch”, com seu significado associado à tecnologia e tudo o que fazemos hoje: smatphones, tablets, bancos e uma infinidade de coisas. Mas quero conversar com você sobre um outro tipo de “toque”, aquele mais antigo, que nos permite realmente sentir.

Imagine você perder o seu celular em um aeroporto, por exemplo, e nele conter não só informações pessoais, mas de caráter profissional, como textos acadêmicos, ilustrações de projetos, gráficos financeiros, vídeos e áudios de você cantando e por aí vai… e então esse celular, por algum motivo louco vai parar nas mãos de alguém do outro lado do mundo!

Existe um antigo mito chinês, sobre o “fio vermelho do destino”, dizendo que os deuses amarram um fio vermelho em nosso tornozelo, e os ligaram à todas as pessoas cujas vidas estão destinadas ao toque, ao encontro – pessoal ou não.

Padrões estão em todos os lugares, é só sabermos onde olhar. Coisas que muitos acham caóticas, na verdade seguem leis de comportamento sutis. Os padrões nunca mentem. Mas não são todos que conseguem ver como as peças realmente sem encaixam. Os estudos insistem em dizer que o universo é feito de proporções e padrões exatos.

Pense comigo: mais de 7 bilhões de pessoas, enviando 300 bilhões de e-mails, todos os dias, 21 bilhões de mensagens pelo celular, e ainda assim, muitos se sentem sozinhos. Uma pessoa diz, aproximadamente, 2.250 palavras para 7 indivíduos, mas será que estas palavras serão usadas para inspiração ou reprovação? Magoar ou consolar?

Então, como você tem se comunicado? O famoso “sorria: você foi seduzido pelo marketing sensorial.”, tem sido uma boa estratégia. Com o aumento irreversível de opções para todos os produtos e serviços, uma solução para quem deseja um público leal é fazê-lo se apaixonar por sua marca. Nós passamos uma vida em busca de sensações novas. Desde a brincadeira na hora do recreio à escolha da carreira, a formação ou não de família e atividades de final de semana, são indicativos de que queremos acima de tudo, sentir. Em contrapartida, a comunicação visual muitas vezes polui a visão do consumidor, por seu caráter direto e impositivo. Expor na medida certa a mensagem, envolve o público de forma sutil. Dessa forma, um negócio se torna mais que um produto ou serviço de um segmento e sim, o que uma experiência de compra divertida, emocionante ou esclarecedora. Situações exclusivas em que demandam planejamento específico, desenvolvimento de conteúdo próprio e soluções profissionais.

Mas, este não é um artigo sobre o marketing sensorial, e sim sobre memórias. Ela nos une. Nós fazemos conexões todos os dias! Um simples “bom dia” já nos torna capazes de desenvolver e estabelecer relacionamentos. Como disse Max Gehringer, networking é “uma questão de paciência e não urgência”.

A história dos fios vermelhos faz-nos pensar. Rende bons debates. E existem tantas outras de conectividade e aproximação do nosso trabalho, que acredito ser cada vez mais oportuno criarmos laços. E que estes sejam cheios de conexões. Vamos criar oportunidades. Este fio pode se esticar ou se emaranhar, mas ele nunca se rompe.

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Essa coisa de definir coisas... Escritor, professor, colunista e curioso. Produzindo o terceiro e-book. Licenciando em Filosofia, com foco nas artes e comportamento. Não vive sem séries - e dramas. Melancólico e péssimo de cozinha. O 2º livro #AConstrucaoDoOlhar PDF free aqui ó: bit.ly/aconstrucao | Vídeos sobre os livros em youtube.com/user/arthiebarbosa