Quem me conhece sabe que a internet faz parte da minha área de estudos, trabalho e lazer. A grande recompensa por ter um campo de pesquisa tão volúvel é saber que, vez por outra, aparecerão estudos de casos completos – com começo, meio e fim – mentira, na internet a palavra fim não existe.

Na última semana, recebi uma postagem sobre uma escola que usara um Macbook no lugar de iPad, e tudo levava a crer que a escola não esperava o que estava por vir.

Um post após o outro e a viralização foi inevitável. Não se brinca com a patrulha da internet! A escola, até então quase que desconhecida, viu – em menos de 24h- sua imagem ser abalada por um bom tempo.

Para não correr o risco de parecer repetitiva ou de surfar a onda alheia, me atentarei a três fatos que, a meu ver, transformaram a gafe do Siec – Sistema Educacional, que tinha como público-alvo, pais de alunos e alunos do ensino médio (de uma região muito específica), em um excelente estudo de caso.

Com a propagação da mimetização online, devemos nos mobilizar e começar a pensar em uma nova legislação sobre o direito de imagem e suas limitações?

Basta uma breve busca em modelos de autorização de uso de imagens para percebermos que simplesmente não existe sequer uma cláusula de proteção em caso de adulteração da imagem autorizada. Afinal, de quem é a responsabilidade? E se a adulteração decorrer de um erro do veiculador da imagem, ele deve ser responsabilizado? A assinatura de autorização deve ser soberana e prever todos os riscos inerentes à veiculação da imagem em questão? As questões são muitas, mas há algo que não devemos esquecer… em tempos de internet, as imagens são líquidas, manipuláveis e compartilhadas facilmente e isso quer dizer que devemos primar pela qualidade de imagens e proteção de identidade de nossos clientes e de nossas instituições.

Vale a pena ter um Gestor de Mídias Sociais?

Sim! Dentre as atribuições de um gestor ou gerente de mídias sociais estão a criação de conteúdo online, manutenção de campanhas web, monitoramento, estabelecimento de métricas e acima de tudo, o gerenciamento de crises.

Na internet, uma postagem pode ser o bastante para um desastre. Sendo assim, é muito importante contar com o conhecimento estratégico e técnico de um profissional. No caso mencionado, ficou evidente a intervenção, ainda que tardia, de um gerenciador de crises que converteu a “potencial tragédia” em minutos de exposição positiva.

E quando tudo falhar? Vale a pena entrar na brincadeira e se valer do marketing de oportunidade?

Isso vai depender da sua estratégia de gerenciamento de imagem institucional. Quais são os fatores predominantes…os de oportunidade ou os de ameaça? A internet promete não esquecer jamais, então pense duas vezes antes de postar aquele meme engraçadinho que reforça o seu erro. O que não significa que outras empresas não pegarão carona no seu deslize.

A lição que fica é: na internet, o seu público vai muito além do que você traçou como interesse. Esteja pronto para tudo e para todos!

 

 

 

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Giselle Santos

Coordenadora Acadêmica at Cultura Inglesa - RJ/DF/GO/RS
Formada em Marketing, pós-graduanda em Gestão Estratégica de Inovação Tecnológica e Propriedade Intelectual. Atua como Coordenadora Acadêmica na Cultura Inglesa RJ/DF/GO/RS e é membro do Painel de Especialistas em Inovação do Horizon Report K12 2014. Geek assumida,curiosa por natureza e investigadora de tendências e tecnologias disruptivas. Acredita que para ser feliz é preciso hackear a vida e não se acomodar! Mãe e avó de cachorro e inventora aos finais de semana.