Estamos entrando na reta final da série Neuromarketing para Curiosos. Os seis estímulos que discutimos até agora são esses listados abaixo e hoje falaremos do penúltimo estímulo, o visual.

Self-centered (o eu como foco);
Contrast (captador de atenção)
Tangible (ser tangível);
Beginning & End (começo e fim);
Visual (visão);
Emotion (emoção).

Visual (visão)

A neurociência tem demonstrado que o cérebro reptiliano captura imagens muito antes de o Neocortex conseguir registrá-las e analisá-las. Conscientemente você nem viu, mas o cérebro reptiliano já registrou. Segundo Al Ries & Jack Trout, o marketing é uma batalha não de produtos, mas de percepções. Sendo assim, as empresas que conseguem fazer seu público perceber mais facilmente as informações que ela deseja passar, têm mais sucesso em suas estratégias de marketing.

Reside aí a importância do estímulo visual para qualquer estratégia porque, em se falando de cérebro, aquela máxima “uma imagem vale mais do que mil palavras” é sempre verdadeira.

Segundo Gemma Calvert, fundadora da Neurosense, uma das maiores agências de Neuromarketing do mundo, os resultados das investigações neurocientíficas têm feito empresas mudarem toda sua identidade visual para atingir de forma mais adequada a mente dos consumidores. Muitas delas já trabalham seus anúncios com técnicas de Neuromarketing.

Um exemplo claro desse tipo de campanha é a realizada pelo McDonald’s para divulgar o McMuffin em outdoors nas autoestradas americanas. Campanha essa comentado por Kevin Torres em seus artigos no Social-brain.

A neurociência já provou que quando realizamos tarefas de rotina, como dirigir, nosso cérebro normalmente entra em piloto automático para economizar energia. Assim, não prestamos realmente atenção às informações que visualizamos no percurso. Por isso, nesse tipo de divulgação é preciso se preocupar em ativar o estímulo visual adequadamente para chamar a atenção do cérebro reptiliano e fazer com que ele registre as informações de maneira mais rápida. Isso, nesse anúncio, o McDonald’s fez muito bem.

mc

O tamanho da figura, as cores em contraste, a simplicidade da informação, e o fato de o McMuffin estar colocado no lado esquerdo no outdoor ajuda nosso cérebro a perceber mais rapidamente toda a informação que o McDonalds deseja transmitir.

Objetos à esquerda do nosso campo de visão são processados pelo lado direito do cérebro enquanto objetos à direita são processados pelo lado esquerdo. O cérebro responde de maneira inversa ao que vê e analisa a informação de acordo com o lado correspondente às suas funcionalidades.

Algo mais ou menos assim:
cerebrocerebro 2

E como o lado direito do nosso cérebro é melhor em perceber imagens enquanto o lado esquerdo é melhor em processar números e textos, conhecer essas informações é muito importante para quem vai desenvolver um anúncio que ficará exposto ao campo de visão do consumidor por poucos segundos. O cérebro fixará as informações daquilo que compreende. Aqueles que sabem trabalhar a imagem como um todo de forma a imprimir o seu conceito de maneira mais rápida no cérebro das pessoas terá melhores resultados em suas campanhas de marketing.

Lembre-se, como temos pontuado durante toda a série Marketing para Curiosos, para ativar o “botão” de compras na mente do consumidor existem seis estímulos que precisamos entender e aprender a aplicar em nossas estratégias. O estímulo visual é um deles e de extrema importância, se não for usado de maneira adequada a comunicação com o consumidor ficará comprometida e o resultado de sua campanha de marketing poderá ficar muito aquém daquele esperado por sua empresa. Vale a pena buscar conhecer melhor esses estímulos.

Até a próxima.

banner clique
The following two tabs change content below.

Erica Ariano

Apaixonada por tudo que é futurista e único, sofre de curiosidade latente e desprendimento de convenções. É consultora de marketing, especialista em mídias digitais e palestrante. Sua porção engenheira a faz ser louca por neurociência, por isso estuda o assunto e escreve sobre ele aqui também.