Eu vou mudar o meu modelo de negócio em 2015!

Sempre acreditei que um bom ambiente de trabalho se formaria a partir da construção de uma empresa sólida, que possuísse anos de atuação no mercado, que tivesse um espaço físico colorido, aconchegante e agradável. Onde as pessoas pudessem ter liberdade para expor suas ideias sem serem recriminadas, onde tivessem flexibilidade de horários para estudar, viajar ou até mesmo marcarem seus compromissos pessoais. Esse foi o modelo que concebi como o ideal. Após sete anos de trabalhos ininterruptos, acredito ter conseguindo construir esse ambiente de trabalho o qual, hoje, chamo de “o mais tradicional possível”.

O tempo passou, e percebi que o Google, ou a Nike, não são exemplos de modelo de negócio pela sua estrutura física, pelas suas paredes coloridas e nem mesmo pelas suas confraternizações de final de ano. Acredito que o modelo de negócio que essas empresas formaram está baseado nas suas premissas, está enraizado nos objetivos traçados e na busca pelas pessoas que queiram atingir esses objetivos em conjunto, sem se importarem exatamente em qual lugar do mundo essa compatibilidade de afinidades possa acontecer.

Para 2015 resolvi mudar o meu modelo de negócio, onde o foco deixa de estar na estrutura física da organização e passa a ser o cliente, o trabalho e principalmente os resultados. Durante o transcorrer do próximo ano, vou trazer para os leitores do Ideia como será essa mudança de paradigma, onde deixa-se pra trás uma tradicional forma de organização e busca-se algo onde as pessoas não precisem mais ser contratadas pelo RH e sim onde elas mesmo se contratarão, onde elas poderão escolher os projetos nos quais queiram participar, mas onde terão autonomia e responsabilidades equivalentemente maiores.

Não irei lembrar aonde ouvi esse pensamento, mas menciono sempre que considero oportuno: “se fizéssemos a seguinte questão a alguém – Você está satisfeito com o seu salário? – provavelmente a sua resposta seria não (inclusive a minha seria parecida com a sua). Um problema que não tem solução, solucionado está!”. Não é apenas pelo salário que as pessoas saem das suas casas para trabalhar, pelo menos não aquelas que me refiro, não as que eu quero trabalhando ao meu lado. O salário é o combustível fraco e o que precisamos é de um combustível mais forte, precisamos da força que vem de dentro do nosso coração, da busca pelo nosso propósito de vida. É isso que nos tira da cama e nos faz voltar para nossas casas, encarar as dificuldades do dia a dia e ao final de tudo, perceber um resultado maior do que se estivéssemos aguardando o tradicional salário do dia 05 de cada mês.

Não tenho dúvidas que trabalhar com marketing ajudou muito nessa tomada de decisão. Estar atento ao mercado, às suas mudanças e necessidades, são pontos fundamentais para qualquer profissional da área, então se torna importante entender que mudanças são necessárias, que elas devem vir para somar e que não devemos esmorecer diante das dificuldades que aparecerão em decorrência das novas etapas.

E você? Já sabe qual modelo de negócio você quer para sua vida no próximo ano? Desejo um ótimo final de ano aos leitores do Ideia de Marketing, um Feliz Natal e um Próspero e Novo Ano de 2015!

 

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Sócio da Candoo Comunicação e Branding e Consultor de Marketing pelo Sebrae. Apaixonado pela comunicação, que ainda acredita que esta deva ser realizada pelas pessoas, e não por seus meios.