Este é um termo que vem aparecendo em buscas pela internet, principalmente após a agência John St. trazê-lo em mais uma campanha que fala sobre os modismos da publicidade (veja aqui: http://ow.ly/Ev1w6). Reactvertising podemos entender como ações de oportunidade, simples assim. Se está acontecendo aqui, agora, e as pessoas vão ou estão falando sobre isso, então, temos que reagir e aproveitar de qualquer jeito!

Mas, será que os temas sempre têm a ver com o seu ou meu negócio? Vale tudo para aparecer com um anúncio de oportunidade? Em meio a essa correria de ações, a marca pode se perder e, muitas vezes, ser vista com outros olhos pelo seu público, com um certo mau entendimento? A rapidez com que as marcas se pronunciam a respeito de qualquer coisa que venha a ser notícia para o público parece ser o único foco desse tipo de estratégia.

Pode pensar agora, qual foi a última marca ou empresa que você viu quase que de súbito se envolver em algum assunto da mídia atual? Talvez ela tenha sido divertida, engraçada na sua abordagem, ou você pode considerá-la inteligente por sua prontidão. De fato, pode considerar que um dos lados bons dessa abordagem é que você aproveita uma mensagem que está fresca na mente das pessoas, enaltece a marca e aproveita a onda da mensagem para ganhar espaço nessa memória recente.

Nisso, sempre há a chance da marca mudar o contexto positivamente de uma matéria ou se envolver em críticas negativas a respeito de sua conduta em se aproveitar de tais fatos para uma brincadeira com fins comerciais.

Nesse caso, vale a pena arriscar o histórico da sua marca por 15 minutos de fama? E quanto ao conteúdo? Ele não merece uma atenção maior, um pouco mais prolongada, antes da publicação rápida e efêmera?

Devemos entregar nossa comunicação a essa publicidade de reação sem ponderação? Isso não faz parecer que nossos clientes merecem conteúdos tão limitados quanto? Ou isso demonstra uma atenção redobrada para fatores que se podem aproveitar a fim de oferecer algo “novo” ou “diferente” para seu público?

Existe um limite? Ou quem vê os limites não vê as oportunidades? Qualquer tema é tema? Vale a nossa reflexão.

Vendo-nos como clientes, não esperamos algo que seja adequado e bem trabalhado no seu tempo e com qualidade? Acredito que sim. Mas, a veracidade dessa guerra entre agências e comunicadores parece querer devorar tudo que aparece pela frente, em qualquer canal, em qualquer blog, em qualquer meio, só para nos servir um prato quente, mas que não sustenta.

Talvez até mesmo este texto caia amanhã no esquecimento por ser uma reação momentânea, apesar de a preocupação ser contínua.

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Marcos Holanda

Curioso. Inconstante. Inconformado. Seria interessante me conhecer um pouco mais pelos meus textos, eles representam parte de mim. Então, boa leitura!