Aí vamos nós para mais um artigo da estranha série Neuromarketing para Curiosos.

Os seis estímulos que discutimos aqui são esses listados abaixo e hoje nosso assunto é Beginning & End – Começo e Fim.

Self-centered (o eu como foco);
Contrast (captador de atenção)
Tangible (ser tangível);
Beginning & End (começo e fim);
Visual (visão);
Emotion (emoção).

Beginning & End (começo e fim)

Tudo na vida precisa ter começo, meio e fim. Para o cérebro principalmente! O “cérebro reptiliano” é altamente influenciado pelo começo e pelo fim e se você está lendo esta série desde o início já sabe que influenciá-lo é o que realmente importa.

Diversas pesquisas confirmam que o começo e o final de qualquer evento ou experiência alteram nossa percepção sobre a experiência toda. Nossa impressão inicial torna-se o filtro para a forma como iremos perceber o que vem a seguir. A experiência mais recente (última) deixa a impressão final com maior peso.

Quando falamos em marketing, saber isso tem enormes implicações sobre como construir e entregar mensagens poderosas. Colocar o conteúdo de maior destaque no início é uma obrigação e repeti-lo no final imperativo. Tenha sempre em mente que tudo o que disser no meio da sua entrega será na maior parte esquecido.

Perceba que se um cliente tem uma experiência agradável ou desagradável com seu produto ou empresa, a experiência mais recente influenciará futuras compras mais do que todas as outras experiências combinadas. Portanto, se você quiser manter o cliente, não se preocupe tanto com o que ocorreu e sim com a impressão que deverá passar na última interação para impressioná-lo.

Infelizmente a maioria das empresas não sabe isso, ou não presta atenção nisso. Mas quando encontramos depoimentos fantásticos onde os consumidores elogiam as empresas podemos perceber que grande parte deles trata exatamente de coisas assim: um relacionamento que estava mal, mas teve como solução algo além do esperado.

Empresas que têm a preocupação de finalizar os contatos com uma boa impressão, não só mantém os clientes como acabam conquistando fãs para marca. É mais fácil do que a maioria delas pensa. É mais fácil fazer isso do que ficar lutando com o consumidor como se ele fosse o concorrente.

É claro que esse é apenas um exemplo da aplicação do estímulo Beginning & End, ao estudarmos profundamente suas implicações percebemos sua importância em diversos outros aspectos, das negociações à propaganda. Infelizmente temos pouco tempo aqui e a série é apenas para curiosos, mas o Neuromarketing não. Vale a pena se aprofundar nesse tema!

 

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Erica Ariano

Apaixonada por tudo que é futurista e único, sofre de curiosidade latente e desprendimento de convenções. É consultora de marketing, especialista em mídias digitais e palestrante. Sua porção engenheira a faz ser louca por neurociência, por isso estuda o assunto e escreve sobre ele aqui também.