As pessoas da área de comunicação, principalmente no que se refere à criação, tiveram recentemente, a oportunidade de participarem do Pixel Show 2014, uma conferência internacional de arte e criatividade que aconteceu em São Paulo. Em meio a estas pessoas estava eu, que pela primeira vez presenciava o evento (sim, estou bastante atrasado quanto a isso).

Para quem só ouviu falar – até pouco tempo eu me encaixava nesse grupo – o Pixel Show proporciona inúmeras formas de artes. Estática, sonora, por vídeo ou por texto no papel, na palavra ou na união das ideias, na computação gráfica ou na escultura… Você entra no saguão da conferência e instantaneamente é afetado, conduzido, envolvido, despertado pela energia criativa que emana de cada metro quadrado dos estandes, que é acompanhada pelas ilustrações das mais diversas autorias, dos diferentes traços e cores, que preenchem os espaços reservados a quem dá asas à imaginação e poder às mãos. Em um momento há um artista produzindo em um quadro e, num simples virar de olhos já têm mais dois em outro, um workshop lota sua área de participantes, levando as pessoas a assistirem, ou tentarem absorver algo da entrada enquanto eu apresso os passos para seguir a multidão que se encaminha em direção à área de palestras. Todos estão ansiosos para ouvir Alê Lucas, da Bossa Nova Films, contar suas histórias da agência de publicidade à produtora de filmes. Exemplos são expostos, informações compartilhadas, conselhos, referências para uma próxima comunicação, talvez.

Participei de Sharp Talks, como o encontro sobre crowdfunding, conduzida pela Viviane Sedola, da Kickante, um assunto que vem ganhando mais e mais força nesses tempos de coletividade digital. Não há como se quer encostar para tomar uma água sem notar outra coisa interessante chamando a atenção do estande de esculturas ou de edição de vídeos, por exemplo. Paro para ouvir e ver o artista trabalhando e já se foram 10 minutos – que pareceram 2 – ao mesmo tempo que brinco com as imagens na minha mente da última palestra. E ainda nem matei minha sede, de água e de conteúdo.

Percebo que minha mochila está mais pesada com os livros de design thinking e de publicidade, além da revistas de ilustração e de design gráfico, e a minha cabeça a mil, pedindo um recuo, só para organizar as gavetas com as informações coletadas até então. Quem disse que consigo? Só percebo que estou com fome quando o estômago dói e começa a tirar minha concentração justo no momento que assisto a mais um Sharp Talk, agora sobre produção do portfólio perfeito.

Os músculos das pernas podem até espernear, mas, se for para descansar, que seja no chão mesmo, em meio a mais outras tantas pessoas que, enquanto mastigam qualquer coisa que engane a fome, assistem ao processo que torna um quadro em branco em objeto de desejo de qualquer um.

Deixei passar muitos nomes e contatos. Ainda os busco por essas páginas de internet e por outras pessoas que conheci por lá, num networking que não imaginava conseguir, mas pude levar, na minha bagagem, muitas influências, obras e mais energia e respeito por esse ramo e pelos profissionais que demonstraram nessa feira o espírito criativo e produtivo de cada um construindo excelentes conteúdos, como o Ideia faz por aqui. A propósito, obrigado Ideia de Marketing, por essa grande oportunidade.

Um abraço!

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Marcos Holanda

Curioso. Inconstante. Inconformado. Seria interessante me conhecer um pouco mais pelos meus textos, eles representam parte de mim. Então, boa leitura!