Em uma sociedade pluralista, como a em que nós vivemos, é fundamental a existência de valores éticos definidos que norteiem a conduta do indivíduo… certo? Mas, diante de tantos oportunismos mercadológicos, existem ainda alternativas éticas contemporâneas disponíveis para “amenizar” o negativismo apresentado – e incansavelmente proposto? Perceba que lhe farei várias perguntas. Quero convidá-lo a reflexão destes assuntos.

Pense comigo sobre algumas perguntas de abordagem básica sobre a “verdade” do ponto de vista ético – e tente respondê-las: é correto mentir a fim de salvar uma vida? Contar a verdade é mais importante do que salvar vidas? O que seria certo e errado então? Existe somente uma verdade? Devo optar pelas normas universais – o que todos dizem (espere: há uma norma universal?) ou preciso impor minha opinião?

Talvez seja preciso compreender os fins ou resultados éticos das nossas ações, atentando para os princípios expressados pela sociedade.
Percebo líderes desvirtuando conceitos que eles mesmos impõem ou defendem, com agressões verbais, no intuito de terem um retorno maior em seus produtos ou até mesmo em sua imagem pública, dispondo então, de uma falsa moralidade. São equivocados em entender o que, de fato, caracteriza-se como marketing pessoal. O envolvimento com seus nomes até ganham aumentos consideráveis, mas não são positivos, ou favoráveis. Será que isso é estratégico ou apenas falta de ética?

Cada vez mais as empresas mudam seu foco para um só objetivo: de desqualificar suas concorrentes seja em qual sentido for, na busca por mais consumidores e maior poder de mercado, criando e/ou trazendo à tona informações que comprometam a outra empresa. É viral e geram resultados absurdamente altos a curto prazo. Coisas ruins atraem o público (que público acomodado… não? Ou seriam ignorantes?).

Mas e a longo prazo?

Um outro exemplo clássico e que sempre esteve em pauta, é a política. E posso ainda me referir a este segundo turno das eleições (e aqui o intuito não é impor minha defesa ou voto partidário). Competitividade não envolve escarnio e injuria. Vejo que há uma cansativa busca pela defesa de sua própria honra tentando manchar a do outro. Perdoe-me pela expressão, mas jogar “os podres” do concorrente no ventilador, pode gerar, a princípio, confiança e até despertar no público a sede por “justiça”. Todavia, são dizeres que não se perpetuarão por muito tempo. As pessoas cansam.

“É hora de mudar!”, “Eu prometo…”, “Estamos cansados disto!”, “Em meu governo, iremos mudar tudo!”, “Minha gestão visa o melhor para o povo brasileiro.” São frases de impacto, porém cansativas. Então, a estratégia seria o negativismo? Lembre-se: não é só seu sorriso e sua imagem que serão seu cartão de visitas e primeira impressão. O que você diz, sim. A sua história profissional; o que conquistou – ou melhor, como conquistou. Vence aquele que melhor trabalha seu marketing pessoal e tem acesso a informações com poder de decisão precisas. Você concorda?

Se for para lutar pela sua ideia, que seja com justiça e amor (uma palavra tão clichê, mas tão em desuso, ultimamente). A ética no marketing se torna essencial para o avanço de sua gestão e relacionamento (equipe e clientes). Está dentro das fórmulas do: “vários passos para conseguir tal coisa.”. É base. É admirável. Dá trabalho velejar por águas mais limpas, mas o resultado certamente será mais leve. Ter a consciência limpa hoje em dia é invejável, não é mesmo?

“A raiva e o frenesi destroem mais em meia hora do que a prudência, a deliberação e a previdência conseguem construir em cem anos.” (E. Bruke)

 

 

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Essa coisa de definir coisas... Escritor, professor, colunista e curioso. Produzindo o terceiro e-book. Licenciando em Filosofia, com foco nas artes e comportamento. Não vive sem séries - e dramas. Melancólico e péssimo de cozinha. O 2º livro #AConstrucaoDoOlhar PDF free aqui ó: bit.ly/aconstrucao | Vídeos sobre os livros em youtube.com/user/arthiebarbosa