Há mais ou menos dois anos, começamos a ouvir bastante sobre “wearables gadgets”, ou gadgets vestíveis. Tudo tem ficado smart (inteligente), óculos, pulseiras, relógios, anéis e, recentemente, até camisas (Em um torneio de tênis, a Ralph Lauren testou uma camisa que mede nível de stress e batimentos cardíacos). Aos criativos de plantão, um mundo de possibilidades vai surgindo e soluções são repensadas.

E como não poderia ser diferente, sempre quando uma nova tecnologia surge, começam os questionamentos do que ela irá substituir (você lembra o que o iPod fez com os discman’s? Aliás, você sabe o que é um?). E não precisamos ir tão longe assim. Pouco depois do IPO do Facebook, Mark Zuckerberg já anunciava que estávamos entrando na “Era Pós-PC”, onde uma quantidade representativa de usuários acessa a rede social APENAS pelos smartphones e nada de desktops. Falando em smartphones, esse se tornou o primeiro meio de acesso a internet de muitas pessoas (mais uma tecnologia substituindo a outra, Banda Larga,3G, 4G.. RIP Lan House’s).

Apesar de termos diversos wearables sendo anunciados diariamente, observamos que o foco ainda está no hardware. Qual tem mais sensores, mais funções e etc. Apesar disso tudo, comprimir milhares de informações em uma tela cada vez menor (quando existe tela), pode ao invés de facilitar, dificultar a experiência do usuário. Na verdade, são dispositivos complementares, que integrados, podem trazer muitas informações úteis e relevantes.

Além disso, mudanças radicais de tecnologia trazem grandes impactos. Até hoje os engenheiros e designers do Google quebram a cabeça tentando deixar o Google Glass mais discreto, e apesar de grandes avanços, são raros os smartwatches que não se parecem com um morfador dos Power Rangers. Claro que já temos algumas exceções, como o Moto 360 da Motorola, e o Apple Watch, lançado na semana passada com bastante traços de relógios comuns.

Mas, o mercado tende a dar o próximo passo em breve. A Nike anunciou que vai focar nos software e integração de seus apps, descontinuando a sua pulseira inteligente, a FuelBand. A JawboneUP tem vários apps já integrados e o próprio aplicativo já traz diversas informações relevantes, relativas a sono e bem-estar. E claro que Google e Apple não ficam de fora, com o Google Fit e Health Kit respectivamente.

(Aplicativo da pulseira JawboneUP, que monitora o sono, passos, dá dicas e faz desafios para buscar melhorar sua saúde e bem-estar. Falando nisso, acho que preciso dormir mais… )

Enfim, por trás dos milhares de sensores e informações, o grande ponto está em: transformar os dados em respostas para posteriores tomadas de ações. Quem ganha essa corrida?

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Arthur Castro

Respira Mobile e inovação. Sempre conectado com algum iGadget, é exemplo vivo dessa geração "alguma letra". Além de escrever aqui e em outros blogs, é palestrante e passa os dias criando apps.