A coleta e análise de dados tornou-se uma grande prioridade em faculdades e universidades, com 79% das instituições experimentando um crescimento substancial de dados e 57% das instituições declarando que a análise é uma prioridade quando se trata de Big Data, de acordo com um estudo recente patrocinado pela Dell.

Em uma conversa do Tech Page One com diversos professores sobre o uso de Big Data no ensino, pôde-se observar que a maioria das escolas não está mudando seus planos de aula diários com base em análise de Big Data, mas as inovações nos sistemas de gestão/análise de dados são promissores.

“Muitos professores estão usando software para organizar os dados, mas é uma indústria emergente,” disse Steven Ross, professor do Johns Hopkins University’s Center for Research and Reform in Education.

Esse tipo de software avalia os alunos com uma série de indicadores que incluem a saúde social, emocional, físico e mental dos alunos no intuito de obter uma visão macro da aprendizagem do aluno.

“Se um estudante não está indo muito bem nesses indicadores, recebe marcadores que mostram o mesmo fora da curva de aprendizagem, e assim os professores podem intervir… você trabalha com o aluno em uma base social e emocional, em vez de uma ação tardia”, disse Ross.

Muitos sistemas de software também permitem que os educadores analisem como um estudante realiza uma aula específica. Depois de terem dados registrados de várias lições, podem identificar pontos fortes do aluno onde precisam trabalhar para melhorar. O principal objetivo da coleta de dados e análise é individualizar o aprendizado do aluno.

“Quanto mais você souber sobre o local onde a criança se encontra em termos de aprendizagem, mais você pode personalizar o processo de aprendizagem. Por exemplo, os professores podem decidir por um grupo com alunos de melhor desempenho realizando um projeto, ou um grupo melhor em uma área com um grupo que não é tão bom, pensando no equilíbrio”, disse Iwan Streichenberger, CEO da InBloom.

Podemos analisar o que está funcionando, o que não está funcionando e como as escolas estão melhorando. “Você pode olhar para todas as escolas de um país a partir de uma perspectiva macro, ou você pode usá-lo em um nível micro na sala de aula para o ensino preciso, em um tempo hábil”, disse Myers.

Em geral, a síntese de dados dos alunos consequentemente está se tornando prioritária para as escolas, segundo alguns especialistas. Vemos então, que a utilização do Big Data pode ser promissora em diversos segmentos, visto a atual campeã do mundo, Alemanha, que analisou inúmeros dados de treinamentos e jogos, avaliando jogo a jogo e descobrindo o que era mais indicado para cada jogador do time realizar no treinamento. Esse tipo de análise já é realizado pela Liga Nacional de Futebol dos EUA (NFL), Woman Tennis Association (WTA), Premier Ligue e Fórmula 1.

Desde o comportamento do consumidor até utilização da melhora de desempenho de atividades, o Big Data está lá. Pode escrever o que estou falando, Big Data é o futuro!

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Felipe Dias

Analista de Business intelligence at Agência GRITO.cc
Marketing em formação (2ª graduação), com um MBA em Gestão Empresarial saindo do forno e pensando no próximo. Trabalha como Analista de Business intelligence na agência GRITO.cc. Carioca da gema, apreciador do mate de galão, apaixonado pelo digital, fã de séries, esportes e um bom petisco.