Qual o dom que sua marca cultiva no mundo?

Qual o dom que sua marca cultiva no mundo?

Pare o que você está fazendo, meu amigo. Comece a pensar na seguinte questão, “por que estou fazendo isso mesmo?”

Ahhh, mas como é fácil achar gente por aí que está no automático e não sabe nem o porquê ainda faz a mesma coisa todos os dias, e pior, se é um gestor isso é rapidamente transportado para suas próprias marcas. Como exigir marcas mais humanas em um mundo com pessoas cada vez mais desumanas?

Em consultorias e workshop, descubro realidades diferentes, momentos de vida diferentes e bagagens culturais distintas. Às vezes é difícil determinar uma missão, uma essência, uma promessa… mas é sempre fácil saber onde queremos chegar com esse serviço ou produto, as vendas a gente sempre sabe. Mas o que você vai construir como marca para realmente vender?

Um dia me perguntaram, “se branding é cultura, o que fazer quando não existe cultura dentro da empresa?”, é uma questão interessante. Mas será que não existe mesmo? Quando nos deparamos com empresas onde a venda é algo totalmente racional e puramente mercadológico, temos que ir além de ferramentas que identificam o que a marca é, precisamos evoluir um pouco isso. Se aparentemente não existe muito “romance” na marca, a consultoria passar a ser um investigador de vidas. O que os gestores acreditam em relação a suas vidas, à natureza? O que ele entende por vitória? Quais são seus maiores objetivos de vida? Quais valores cultiva em sua família?

Quando a marca ainda é um mero “ser” inanimado, a investigação precisa acontecer primeiramente nos princípios dos líderes, pois são eles que irão cultivas e construir uma cultura mais marcante. Eu acredito em marcas como fator de progresso social, econômico e cultural, mas para isso acontecer, nós gestores precisamos viver a marca em sua totalidade, você anda fazendo isso?

Como tentei neste artigo criar reflexão, inclusive terminando os parágrafos com uma pergunta, não posso deixar de termina-lo assim, então vamos lá. O branding nos dá a chance de encontrar e expressar os dons da marca no mundo, quais os dons que sua marca expressa atualmente?

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Paulo Lima

Acredita que somente pessoas são fator de mudança. Fundador e Gestor do Ideia de Marketing, é consultor em marketing e branding.

2 thoughts on “Qual o dom que sua marca cultiva no mundo?

  1. A provocação é muito oportuna e importante Paulo. No entanto, temos que observar que encarar a marca pelo lado emocional é um mecanismo importante para ‘propor valor’ tão bem quanto estimular internamente as pessoas a pensar pelo viés da marca. Mas observar que estruturalmente as empresas – por não mudarem a forma de remunerar, cobrar, ‘metrificar’ as pessoas e os produtos – não conseguem penetrar tão emocionalmente no universo da marca. Vendendo sem querer um commoditie ao invés de uma marca, ou não sabendo o que fazer com ‘tanto valor’, ou não conseguindo vender porque o preço ‘está alto demais’. Parar o que fazer é importante, e parei, mas reflitamos também no ponto que vivemos dentro de estruturas que na maioria das vezes não tem uma identidade forma e sua cultura (não existe “não cultura”) não estimula pensarmos o produto/serviço como valioso (e isso pressupõe segmentação) porque o seu planejamento estratégico indica outra coisa: crescer X%, mas sem mudar as estruturas, não pensar no design organizacional, uma govnernança…ou não pensar maneiras inteligentes e importantes que tangilizar o valor da marca (internamente e externamente). Se não colocamos o branding como envelope lindo, cuja fonte foi feita em Times New. Viver o dom da marca passa por esta reflexão importante sua, mas estimularia a ir revisar organizacionalmente a empresa para entender como ela está estimulando e tangibilizando e cobrando ‘o valor’. Grande abraço e parabéns!

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    Paulo Lima Reply:

    Grande Paulo!

    O que disse na verdade é exatamente o que imagino ser necessário para construir uma marca. Investigar, fortalecer algo que já existe internamente mas ainda não é bem trabalhado.

    Esse processo que citou vejo que se “completa” com meu texto. É isso, buscar o que há na essência e construir a partir disso.

    Obrigado pelo comentário, abraços!

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