Alguma vez você se deparou com uma dúvida cruel sobre o futuro da sua empresa? Daquelas dúvidas que te tiram o sono? Algo como “se correr, o bicho pega, mas se ficar, o bicho come?”. Neste caso estamos falando do seu negócio principal, sua proposta de valor, seu produto de vitrine, seu “carro-chefe”. Muitas empresas passam por uma situação semelhante, e até mais de uma vez. Mas será que é melhor insistir na ideia original (vai que dá certo?) ou tentar uma nova abordagem?

Começar um negócio do zero é uma tarefa difícil, ponto. Por mais experiência que um empreendedor possa ter acumulado em outros empregos, áreas ou projetos, iniciar um novo empreendimento é sempre desafiador: as informações que você tem sobre o mercado são superficiais ou os clientes podem nem entender o que você está tentando vender – ou a forma como está vendendo. É preciso colocar a empresa “na rua” e testar suas hipóteses para descobrir as respostas.

Mas e se você se descobrir que está dedicando muito (eu diria muito) tempo e esforço para “convencer” seus clientes que o produto que você tem é algo que eles precisam? Ou, quem sabe, os primeiros clientes que compraram a sua ideia estejam fornecendo feedbacks desanimadores? Ou ainda, você esteja procurando investidores para alavancar o negócio e, talvez não por acaso, eles estejam pulando fora do barco ao invés de ajudar? Parece um filme de terror, mas pode ter chegado a hora de pivotar o seu negócio.

O termo pivô é muito conhecido no basquete, pois é o nome da posição do jogador “central” do time: é em torno dela que as jogadas acontecem (lembra do grande Shaquille O’Neal?). Pivotar um negócio é como armar uma nova jogada, você fará de tudo para terminar com uma cesta vencedora.

Um fator importante para novos empreendedores é a capacidade e vontade de mudar seu modelo de negócios ou seu produto no meio do caminho. É preciso ser humilde e admitir que sua ideia original não era tão legal como você pensou que seria ou que alguma coisa deu errado no processo. Ou então você pode ficar preso em uma determinação cega – impressionante, mas cega – e esperar que as coisas darão certo no mês que vem.

Mas não é tão fácil desistir de uma ideia que parecia ter tudo para dar certo. Você poderia se perguntar: “o que eu ganho com isso?” ou “empresas grandes nunca tiveram que mudar, eles insistiram e o negócio deu certo”. Pois bem, você já ouviu falar de um site de encontros chamado “Tune in, Hook Up”? Não? Mas com certeza você conhece o Youtube. Ou talvez você acesse o Twitter diariamente sem saber que, ao invés de tuitar, favoritar e retuitar, você poderia estar criando podcasts em uma plataforma chamada “Odeo”.

Um projeto chamado “Startup Genome Compass” revelou, em 2011, que a maioria das Startups de sucesso pivotam pelo menos uma vez, as que pivotam uma ou duas vezes conseguem 2,5x mais investimento, possuem taxa de crescimento de clientes 3,6x melhor e possuem 52% menos chance de escalar prematuramente do que Startups que pivotam mais de duas vezes ou nunca pivotaram. Ou seja, pivotar pode ser a diferença entre fechar as portas e voltar a crescer, mas não existe uma regra, uma fórmula.

Tomar a decisão de desprender-se de um modelo de negócios e seguir outro caminho deve ser uma escolha consciente, realizada com critério, aproveitando todo o conhecimento e aprendizado coletados até o momento para agilizar a obtenção de feedback e aprimoramento dos processos, pode significar aquela cesta de três pontos que faltava para a vitória.

Pense nessa ideia!

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Sued Lima

Especialista em Operações de Negócios at Accenture
Graduado em Administração pela Universidade Federal de Pernambuco, atuou nas áreas de Treinamento e Desenvolvimento de Pessoas, Marketing, Vendas, Desenvolvimento de Software e Gestão de Projetos e Pessoas em empresas de diversos ramos e tamanhos. Apaixonado por empreendedorismo, inovação, startups e gestão empresarial. Tem como missão ajudar o máximo de pessoas possível e construir uma poderosa rede de transformação social, mercadológica e econômica.