O que a educação precisa é de uma velha e boa gambiarra. Não a gambiarra do tipo remendo temporário, mas a gambiarra que emana criatividade e engenhosidade, a gambiarra do remix, do redirecionamento, do pensamento divergente e da visão de futuro.

crianca_heroiO que a educação precisa é abraçar a engenhosidade e nunca mais largar. Todos nós nascemos artífices da próxima grande invenção, fazemos da fronha uma capa teletransportadora e da caixa de papelão fazemos baú de tesouro, foguete, barco e armário. Mas bastam alguns anos em uma instituição educacional que não entenda o poder do brincar e criar (quem nunca?) para perdemos a fé na imaginação. Com isso, perdemos também a nossa capacidade de inventar, reinventar e pensarmos como cientistas – daqueles bem malucos, do tipo que questionam tudo e sempre perguntam: e se?

Mas nem só de capas de fronha e foguetes de caixas vive a educação, certo? E as métricas, e os testes, e o currículo? Como explicar tudo isso aos pais, governos, alunos e também aos céticos?

É simples! A cultura Maker tem alguns pilares que podem ser levados por toda a vida: processos ágeis e distribuídos, abertura ao novo, compartilhar sempre e a aceitação das falhas como caminho para o sucesso. Aliás, se nossos líderes adotassem apenas o último pilar já teríamos um mundo bem melhor!

Falhar é bom, principalmente se falharmos cedo e falharmos barato. Já imaginaram a quantidade de dinheiro economizado?

Incentivar a cultura Maker significa incentivar a imaginação, o pensar, a organização e método e, é claro, o prazer em aprender. Precisamos de mais produtores de conteúdo, de mais soluções para os nossos problemas, de mais cabeças pensantes.

Então fica o meu convite: conheçam a cultura Maker, criem espaços colaborativos em suas escolas empresas e comunidades. Convidem a todos para colocar a mão na massa, na argamassa, na tinta e no papel.

Celebrem a imaginação e, se a fronha não couber mais como capa… podemos sempre inventar um novo tecido, um novo herói ou um novo jeito de fazer o mundo acontecer. Agora me contem, o que você faria se eu te desse uma caixa de papelão?

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Giselle Santos

Coordenadora Acadêmica at Cultura Inglesa - RJ/DF/GO/RS
Formada em Marketing, pós-graduanda em Gestão Estratégica de Inovação Tecnológica e Propriedade Intelectual. Atua como Coordenadora Acadêmica na Cultura Inglesa RJ/DF/GO/RS e é membro do Painel de Especialistas em Inovação do Horizon Report K12 2014. Geek assumida,curiosa por natureza e investigadora de tendências e tecnologias disruptivas. Acredita que para ser feliz é preciso hackear a vida e não se acomodar! Mãe e avó de cachorro e inventora aos finais de semana.