O mês de agosto, para muita gente, é considerado o mês do desgosto. Notícias de acidentes e falecimento de personalidades estão ganhando os noticiários. Ao mesmo tempo, nossa timeline aparece recheada de detalhes desses momentos. Percebemos, assim, que em muitos casos parecemos não nos importar com as dores dos outros. Paralelo a isso, quem registra parece não se importar em ajudar a evitar uma tragédia, como foi o caso do menino que teve o braço arrancado pelo tigre.

O que você prefere: ter likes ou ajudar o próximo? Em uma rápida busca pela internet, podemos encontrar várias notícias de tragédias que poderiam ter sido evitadas se as pessoas tivessem deixado seus smartphones de lado para ajudar.

Ontem, com a notícia da morte do presidenciável Eduardo Campos, as piadas, comentários sem graça e imagens do acidente rapidamente se espalharam pela rede. No que a sociedade está se tornando?

Em minha cidade, Fortaleza, houve um acidente em um parque de diversões. O noticiário começou com imagens feitas por amadores que estavam lá, diante da agonia das pessoas que estavam presas nas ferragens.

Sabemos que a tecnologia e o advento da web 2.0 vieram para ajudar a propagação de notícias. No entanto, isso deve ser feito com responsabilidade. Será que o amadorismo está dominando a produção da informação, como bem disse Andrew Keen, no livro “O Culto do Amador”?

E a imprensa, que em alguns casos atrapalha o trabalho dos socorristas em busca de informação. Estão levando ao pé da letra o episódio do filme “O quarto poder”, quando Laurie foi ajudar o policial ferido sem levar a câmera e Max ficou bravo, já que ela perdeu “boas cenas” daquilo que mais vende: sangue?

Há quem defenda que pessoas que preferem filmar, para posteriormente postar nas redes sociais, do que ajudar outra pessoa deve ser punido por omissão de ajuda.

O que você acha sobre isso? Estamos ficando realmente insensíveis?

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Alison Marques

Viciado em compartilhar conhecimento. É Especialista em Linguagens e Mídias Digitais, jornalista, palestrante e social media.