Neuromarketing para curiosos – PARTE 2

Neuromarketing para curiosos – PARTE 2

Dando continuidade à série Neuromarketing para curiosos, eis aqui o segundo artigo. No primeiro falamos um pouco sobre o que é Neuromarketing, como a Neurociência tem fornecido informações valiosas aos profissionais da área e apresentamos os seis estímulos para ativar o botão de compras no cérebro do consumidor. Aquilo que a SalesBrain, primeira agência especializada em Neuromarketing do mundo, chama de “Buy Bottom”.

Para quem não sabe, segundo a teoria do cérebro trino, nós humanos temos o cérebro dividido em três unidades funcionais:

Neocortex ou Cérebro Racional: unidade responsável pelo processamento da informação racional. É essa unidade que diferencia o homem dos animais.

Middle Brain ou Cérebro dos Mamíferos Inferiores: unidade responsável pelo processamento das nossas emoções;

Cérebro Reptiliano: unidade responsável pelos nossos instintos.

A parte mais primitiva do cérebro humano é o cérebro reptiliano e é nessa parte do cérebro que controla nossos instintos mais básicos e primitivos que tomamos nossas decisões – inclusive as de compra. Embora seja o reptiliano quem controla as mais complexas funções de manutenção da vida – como respiração e batimentos cardíacos, por exemplo – ele é extremamente simples em termos de quais estímulos desencadeiam sua atenção.

A SalesBrain usando seu conhecimento sobre como cada estímulo acarreta determinada resposta, desenvolveu um modelo de previsibilidade que pode ser usado com a finalidade de ajudar a conduzir o consumidor àquela ação que os profissionais desejam.

Esse modelo é baseado então em seis estímulos:

1. Self-centered (o eu como foco);
2. Contrast (captador de atenção);
3. Tangible (ser tangível);
4. Beginning & End (começo e fim);
5. Visual (visão);
6. Emotion (emoção).

Nesse segundo artigo, começaremos a apresentar uma visão geral sobre como como esses estímulos funcionam – overview. Vamos ao primeiro.

Self-centered (o eu como foco):

O cérebro reptiliano por ser responsável por nossos instintos e pela manutenção da vida é altamente centrado no EU. Totalmente egoísta, não tem sentimentos, não entende qualquer emoção e como ensinou Antonio Casals Mimbrero – partner da agência, não presuma que ele tenha alguma paciência ou empatia por qualquer coisa que não diga respeito a sua sobrevivência e bem-estar.
Sabendo disso, é importante que os profissionais de marketing percebam o quanto é importante tocar o EU. Não adianta as empresas falarem apenas de si ou de seus produtos, elas têm que focar no consumidor, tratá-lo como único e como centro de atenção.

Uma dica importante é direcionar as estratégias de ação usando a palavra você. Não use nós. Quando você usa a palavra você as pessoas prestam mais atenção à informação que é passada a seguir e isso aumenta a possibilidade de sua marca e/ou produto ser mais facilmente lembrada pelo consumidor.

Outra dica importante é focar em demonstrar como o seu produto é capaz de solucionar o problema do consumidor, em exemplificar como é a vida dele sem o produto e como ela ficaria caso ele optasse pela aquisição de dado item.

Lembre-se, o cérebro reptiliano se interessa por tudo aquilo que lhe garanta a manutenção da vida ou diminua seu esforço. Em sua ação de marketing você deve ajudar o consumidor a olhar para suas frustrações e desafios e a achar a solução para isso. Fazendo isso você já estará utilizando o primeiro dos seis estímulos que a neurociência diz ser necessário para tocar a mente do consumidor.

Esse é um assunto extremamente interessante e complexo, nossos artigos são curtos e por isso não conseguiremos passar todas as informações de cada estímulo por aqui. Continuaremos a falar sobre eles nos próximos artigos e teremos algumas novidades mais pra frente.

Espero que você continue acompanhando a série Neuromarketing para Curiosos. Conversamos nos próximos artigos.

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Erica Ariano

Apaixonada por tudo que é futurista e único, sofre de curiosidade latente e desprendimento de convenções. É consultora de marketing, especialista em mídias digitais e palestrante. Sua porção engenheira a faz ser louca por neurociência, por isso estuda o assunto e escreve sobre ele aqui também.

4 thoughts on “Neuromarketing para curiosos – PARTE 2

  1. Muito bom, Erica!
    Ansioso pelo próximo artigo! :D

    Estou ingressando agora no mundo do Neuromarketing a fim de qualificar ainda mais as campanhas da empresa em que trabalho!

    Abraço!

    0

    [Reply]

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