Há algum tempo que quero escrever sobre a percepção que tenho sobre a criatividade. Desde pequeno, nunca fui um bom aluno nas disciplinas de artes, no colégio era necessário muito esforço para que os trabalhos saíssem com alguma qualidade, vivia na época do carbono, e admito que muitos dos traços feitos foram copiados de alguma “referência”. Assim, cresci sabendo que a criatividade não fazia parte dos meu dons.

Entrei na faculdade e iniciei o curso de fisioterapia, anos depois troquei para administração, e assim se passaram 4 anos onde não encontrei definitivamente o que me fazia feliz. Entre essa troca de cursos, abri o meu próprio negócio, uma pequena gráfica digital que logo iria se transformar em uma agência de comunicação. Resolvi concentrar minhas forças no curso de marketing e assim finalmente trilhei mais 4 longos anos até a minha formatura.

Mas como um aluno nota 6 em artes se tornaria sócio de uma agência de comunicação? Como conseguiria trabalhar com a criatividade diariamente? Aprendi que a criatividade não é um dom, e que para ser “criativo” eu precisaria de muita dedicação e esforço, o que não seria diferente em qualquer outra profissão que eu pretendesse seguir.

No meio deste caos, me baseei em 4 pontos que moldaram meu perfil profissional. Sei que será clichê para muitos, mas os que verdadeiramente seguirem poderão ter um caminho mais curto para o sucesso. São eles:

1 – Poder de observação;
2 – Curiosidade;
3 – Capacidade de fazer links de informações;
4 – Exercício diários com todas as ferramentas existentes da comunicação;

A partir disso vale lembrar: quantidade gera qualidade! Thomas Edson nos ensinou que há sempre uma forma de fazer algo melhor – encontre-a! Criatividade é 99% esforço e 1% inspiração.

Por isso, para todos que estão iniciando esse processo, acreditem em vocês mesmos, acreditem nos seus sonhos. O sol é importante, mas não será fator determinante para você receber inspiração, lembre-se que se você deseja ver o arco-íris, precisará esperar a chuva passar.

E sobre a busca da grande ideia? Bom, todos me questionam, os clientes cobram, os amigos solicitam e os meus colegas de trabalho me instigam, mas realmente ainda não há tive. Confesso à vocês, melhor assim, acho que meu entusiasmo não será mais o mesmo quando ela aparecer.

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Sócio da Candoo Comunicação e Branding e Consultor de Marketing pelo Sebrae. Apaixonado pela comunicação, que ainda acredita que esta deva ser realizada pelas pessoas, e não por seus meios.