Muitos de nós sabemos que generalizar em marketing, ou em qualquer outro assunto, é, no mínimo, uma falta de critério. Agora poder definir um modelo a seguir, fazer com que este possa ser adorado, percebido, valorizado, e de fato, consumido – além de ser um sonho de consumo de todo criativo, gestor ou empreendedor – é o principal objetivo em marketing.

Comecei o texto abordando um simples desejo de marca: ser consumido sem sensibilidade a preço. O cliente consome/compra, porque julga adequado o valor do produto ou serviço. Na minha definição, marketing pode ser conceituado como “o processo de troca pelo qual empresa e cliente saiam plenamente satisfeitos”. Nesse caso, “plenamente”, pode se levar em conta o serviço prestado dentro das expectativas, o valor adequado, mesmo que para outros públicos-alvo este seja caro demais, para o cliente satisfeito, está dentro do valor que ele pagaria pelo produto.

Recentemente, Allison Johnson, ex-vice-presidente de Comunicação e Marketing Internacional da Apple, revelou uma importante característica do grande sucesso que Jobs tinha com seus produtos: ele os tratava com mais cuidado do que já aparentava. Steve não admitia que fosse falado o termo “marca” com os seus clientes. Para eles, no conceito dele, ligavam o termo somente a anúncios, propaganda, não agregava valor, parecia que estavam querendo apenas vender e vender. Algo artificial que não merecia atenção. Jobs queria que houvesse relação dos clientes com o produto.

Já o conceito de marketing era ainda mais complicado, onde o cliente apenas comprava o produto. O cliente não recebia nada além do que comprou, não havia aprendizado ou troca. Ele enxergava a forma generalista que o cliente via. Dessa forma, não poderia ser. E marketing não é vender. Estamos falando de funcionalidade, de solução de problemas, de atendimento às necessidades. Isso é marketing, mas nenhuma empresa tem tempo de ensinar os clientes o conceito, na verdade isso não é necessário, uma vez que eles estão contentes e satisfeitos. Eles disseram que sim ao mestre.

A abordagem das marcas sempre deve estar diretamente ligada à solução que elas querem dar para os clientes. As empresas devem fabricar produtos e elaborar serviços que resolvam, que beneficiem, que atuem diretamente nas necessidades, promovendo a troca, a satisfação e a vontade de voltar. Sempre que isso acontecer, os clientes replicam as vendas, transformam esse processo todo em um contínuo e salutar desejo realizado.

Pessoas têm necessidades, empresas têm necessidades, produtos duráveis têm necessidades. Por que não buscar a solução real para tais necessidades e entregar, com total satisfação para esses clientes sedentos por respostas? Entrega: marketing pode se resumir por entregar o desejo em uma embalagem funcional e bela. Não precisa ser a mais cara, mas a mais funcional, não é preciso que seja a mais extravagante, mas a mais elegante.

Steve Jobs estava certo ao cortar as palavras do vocabulário da empresa, porque achava que desse modo, estaria “ensinando” sua equipe a “vender”. Pois sabemos que o desejo de todo empresário é o resultado. Porém, ele se preocupava com a satisfação, ele queria o benefício, e não acordava um dia sequer sem que o seu objetivo não fosse dar o seu melhor para que o cliente fosse beneficiado. Claro que para isso ele pagaria o preço. Neste caso, o valor que o cliente julgava adequado.

As marcas devem se preocupar em se mostrarem verdadeiras, não há mais espaço para conto de fadas e produtos perecíveis. Investir em tecnologia hoje não é mais estar somente a frente do mercado, buscando as tendências, está muito mais no sentido de buscar a solução dos problemas, de forma efetiva, prática e com custo relativamente baixo, para que o cliente possa usufruir da ferramenta, não apenas saber que existe. Marcas hoje em dia devem ser os amigos, e marketing, deve ser o compromisso.

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Jonatan Fortes

Consultor Empresarial
Consultor empresarial, Diretor de Marketing da Fonte de Talentos (RS). Mestrando em Desenvolvimento Regional, onde busca conhecimentos visando aplicar na geração de talentos. Acredita no poder da comunicação e atua na promoção e desenvolvimento de empresas e talentos para o crescimento coletivo.

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