Extinção: a biologia explica como morte ou desaparecimento total de diversas espécies, de causas aleatórias ou específicas. Pode vir pelo inevitável e parte normal do processo evolutivo. Mas será que evoluir significa não se adaptar às diferentes condições ambientais e a incapacidade de mudanças? O cenário musical está sempre em processo de transformação, mas o que deveria entender-se como positivo e oportuno, há menos experiências e vivências e mais comportamentos alienados à inovação e genuinidade. O Music Branding está aí, visto como tendência, tornando-se possível associar sons, músicas, e intérpretes à uma determinada marca, conferindo identidade sonora única e individualizando-a perante o público consumidor. É um grande exponente capaz de controlar a música no mercado; solução em tempos de tantos fenômenos. Mas será que este tem sido potencializado corretamente? Então, perceba comigo o que NÃO deve ser feito:

1.NÃO SEJA DESESPERADO

Há uma incansável ansiedade em expor os sons e tudo o que está a sua volta. A impressão de que a cada segundo nasce um novo artista no país, assusta! Ter atributos descritivos verbais e bons símbolos que tornam-se marcadas por gerações é primordial na construção- e definição- da sua marca, por isso, tenha calma! Antes que o público ouça sua música, ouça você mesmo cada compasso, letra composta. Surpreenda-se primeiro com seu som. Ele tem a capacidade incrível de impactar e irradiar suas ideias. Ouça mais, toque menos.

2.NÃO SEJA NOSTÁLGICO

Marcelo Castello Branco, CEO na MCB Entertainment, um dos principais executivos da indústria musical e entretenimento, em uma matéria para a revista Billboard, diz que este comportamento nostálgico pode nos levar a uma resignada inércia e à cegueira, nos deixando ilusoriamente blindados a memórias que não irão se repetir, e se por ventura acontecer, irão se reciclar enganosamente. Um comportamento que nos torna defensivos e ofendidos pelo novo. “Vamos provocar o novo, vomitar o novo, Dar um ‘abraçaço’ no novo. Vamos deixar de ser reféns de quem merecidamente já é alguém. “ – ele diz. A memória é válida para referências, não para “criações copiadas”. Não viva em um ambiente só de músicas antológicas empoeiradas. O tempo é importante, mas saiba usá-lo.

3.NÃO SEJA RÍGIDO

Existe muito descaso e acomodação ao criar. Talvez por um orgulho de querer imprimir algo original, ou melhor, só seu. Mas é equivocado pensar que o que é seu não pode ser compartilhado. Se desprender pode gerar mais transparência, e assim, atrair mais ouvintes; um envolvimento capaz de libertar mentes, refletindo em boas posturas e influencias. Você produtor e gestor, precisa expor o seu “know-how”; renovar e inovar. Não é satisfatório ver uma plateia vazia, é? Que haja generosidade em preços de ingressos, repertórios que envolvam e mais voluntariado em ser simples e objetivo.

Concluo falando sobre uma virtude chamada “modéstia”. Ela é a consciência dos limites humanos e também das próprias virtudes. Ela as torna discretas, impedindo que se transformem em moralismo. É uma forma de autoconhecimento e está constantemente sussurrando em nossos ouvidos: não somos deuses e podemos errar mesmo quando estamos certos. “A honestidade lúcida, impiedosa e sem ilusões é uma contínua lição de modéstia, assim como a modéstia é um eterno auxílio à honesta avaliação de si mesmo. ” – Vladimir Jankelévitch.

Para mais artigos semelhantes a este, você pode conferir as 3 lições que a música da Copa pode nos ensinar e sobre o Marketing Musical: como aplicar o marketing no mundo da música. Não deixe sua música se extinguir! Até o próximo texto!

(Fonte da imagem em destaque: http://mbmmusic.com/value.html)

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Essa coisa de definir coisas... Escritor, professor, colunista e curioso. Produzindo o terceiro e-book. Licenciando em Filosofia, com foco nas artes e comportamento. Não vive sem séries - e dramas. Melancólico e péssimo de cozinha. O 2º livro #AConstrucaoDoOlhar PDF free aqui ó: bit.ly/aconstrucao | Vídeos sobre os livros em youtube.com/user/arthiebarbosa